Cerimónias fúnebres terminam este sábado com o enterro no cemitério do Alto de São João, na capital são-tomense.
O parlamento são-tomense acolheu este sábado a sessão solene de homenagem ao ex-Presidente são-tomense Evaristo Carvalho, uma cerimónia em que os titulares dos órgãos de soberania destacaram as qualidades do antigo chefe de Estado e seu contributo para o país.
A sessão solene juntou centenas de personalidades, entre deputados, membros do Governo, familiares e populares, e foi marcada pelos discursos do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, do presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves e do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova.
Jorge Bom Jesus, considerou que o ex-presidente foi "grande homem de estado" de "personalidade 'sui generis' que a história de São Tomé e Príncipe já absorveu incondicionalmente".
"O malogrado presidente Evaristo foi um homem bom, humanista, democrata, íntegro, símbolo de paz, de pontes de diálogo, arquiteto de consensos, princípios inabaláveis, sólidas convicções, 'forro', nacionalista e anticolonialista", afirmou o primeiro-ministro.
Jorge Bom Jesus realçou que Evaristo Carvalho "sempre serviu com zelo, dedicação, brio e competência a administração pública e privada, os governos, os partidos políticos, a causa pela independência" e "a Nação são-tomense, sem nunca se servir".
O presidente do parlamento são-tomense, Delfim Neves, realçou a presidência de Evaristo Carvalho na Assembleia Nacional e o seu percurso na chefia de várias instituições do país considerando que o ex-presidente "terá deixado bem vincado o seu caráter pessoal, marcado pela crença no diálogo como solução mais viável para resolver as conflitualidades".
"Evaristo Carvalho foi um político exemplar que lutou por grandes causas do nosso país, sempre ajudando a construir e a consolidar a nossa democracia, buscando repudiar a invulgar hostilidade entre os são-tomenses", destacou Delfim Neves.
"Se fizermos uma introspeção cada um de nós reconhecerá que poderíamos ter feito mais e melhor enquanto Evaristo Carvalho esteve em vida até para que a sua obra ganhasse uma dimensão ainda maior. Não foi possível e todos sabemos que o que se fez contribuiu para a vida que ele levou e o legado que deixou", disse o Presidente da República, Carlos Vila Nova.
O chefe de Estado são-tomense destacou os conselhos que recebeu de Evaristo Carvalho e assegurou que tomou a "opção pessoal" de manter a lembrança do ex-presidente viva.
Por outro lado, Carlos Vila Nova reconheceu e agradeceu "o empenho" do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa pelas tentativas feitas para realizar o pedido de Evaristo Carvalho que quis retornar a sua terra natal ainda em vida.
A vice-presidente do partido Ação Democrática Independente (ADI), de que Evaristo Carvalho foi vice-presidente, destacou o seu papel "preponderante" na interação com o parlamento quando era Presidente da República, considerou que a sua "vasta sabedoria e a ampla facilidade com que lidava com as situações, mesmo quando eram tensas, demonstrava mestria de homem que sempre soube de onde veio e para onde ia, colocando sempre as ambições coletivas no topo das suas prioridades"
"O seu modo de fazer e de agir contribui de forma determinante para apaziguar as relações entre os dois órgãos de soberania, sem jamais abrir mãos das suas competências, demonstrando ser um exímio conhecedor e interprete das nossas leis", disse Celmira Sacramento.
O líder parlamentar da coligação PCD-MDFM-UDD, Danilson Cotú considerou que "falar de Evaristo de Carvalho é invocar a memória de um político congregador, humano e pacifista que entendia a política como um espaço de confronto de ideias, mas também de diálogo e de fraternidade"
A bancada parlamentar do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) realçou que o ex-presidente teve "brilhante carreira ao serviço da Nação são-tomense" demonstrando ser "profissional competente, dedicado, meticuloso e ilustre filho de São Tomé e Príncipe, profundamente comprometido com o país".
As cerimónias fúnebres do ex-presidente de São Tomé e Príncipe Evaristo Carvalho terminam este sábado com o enterro no cemitério do Alto de São João, na capital são-tomense.
Após a sessão solene no parlamento realizada cerca 11h00 locais (mais uma hora em Lisboa), seguiu-se uma revista das tropas e um curto percurso fúnebre que passou pela residência oficial, sede do partido Ação Democrática Independente (ADI) até a Sé Catedral, onde decorreu uma cerimónia religiosa.
Após a missa, o cortejo deslocou-se a Santana, terra natal de Evaristo Carvalho, acompanhado dos militares da guarda de honra e banda das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe e regressará depois à capital para o enterro previsto para as 15h30 (mais uma hora em Lisboa).
Eleito Presidente de São Tomé e Príncipe em 18 de julho de 2016, Evaristo Carvalho exerceu o mandato até 02 de outubro de 2021, quando lhe sucedeu Carlos Vila Nova.
Evaristo Carvalho era um histórico da política são-tomense, tendo sido, por duas ocasiões, primeiro-ministro em governos de iniciativa presidencial e presidente da Assembleia Nacional.
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