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Patxi López eleito presidente da Mesa do Congresso

Socialista conseguindo 130 votos.

13 de janeiro de 2016 às 12:56

O socialista Patxi López foi esta quarta-feira eleito como novo presidente do Congresso dos Deputados (parlamento) da 11.ª legislatura espanhola, conseguindo 130 votos (frente aos 71 de Carolina Bescansa, do Podemos) numa segunda votação no plenário.

O antigo presidente regional socialista do País Basco (lehendakari) foi eleito graças a um acordo do PSOE (90 deputados) com o Ciudadanos de Albert Rivera (40 deputados). O acordo levou o PP (vencedor das eleições com 123 deputados) a renunciar a propor um nome para presidente da Mesa do Congresso.

No entanto, os três partidos deverão ter acordado (indiretamente, com a mediação do Ciudadanos) a restante constituição da Mesa: três elementos para o PP, um outro para o PSOE (além do Presidente), dois para o Ciudadanos e os restantes dois para o Podemos.

Num parlamento altamente fragmentado, que implicará acordos para a formação de Governo e para as votações de investidura do presidente do executivo, trata-se da primeira vez que o presidente da Mesa do Congresso em Espanha (agora do PSOE) não pertence à força mais votada nas eleições gerais (PP).

Já a candidata do Podemos, Carolina Bescansa, conseguiu 71 votos, juntando os 69 do Podemos e das suas três coligações regionais (En Comú Podem, Compromís e En Marea) aos dois da Unidade Popular /Izquierda Unida (antigo partido comunista espanhol). A mesa provisória registou ainda 148 votos em branco.

Na primeira votação, na qual era preciso maioria absoluta, Patxi Lopez também registou 130 votos, pelo que foi necessária uma segunda votação (esta por maioria simples), na qual tanto o socialista como Carolina Bescansa obtiveram os mesmos resultados.

O parlamento espanhol vai agora eleger os restantes oito elementos da Mesa do Congresso.

Deputados do Podemos juram acatar a constituição espanhola

Os deputados do partido de esquerda Podemos no novo parlamento espanhol, juraram esta quarta-feira, na sessão constitutiva da nova legislatura, acatar a constituição espanhola, mas afirmam também "trabalhar para a alterar" no sentido de "eliminar as desigualdades".

Após a eleição da Mesa do Congresso dos Deputados, presidida pelo socialista Patxi López, todos os 350 deputados foram chamados, como é norma, um-a-um e por ordem alfabética, a jurar o respeito pela constituição espanhola.

As duas formas regulamentares para responder à pergunta são "Sim, juro" ou "Sim, prometo", mas os 69 deputados do Podemos - que se estreia no parlamento - acrescentaram frases à ideia inicial de aceitar acatar a lei fundamental espanhola e juraram também "trabalhar para alterar" a constituição no sentido de "eliminar as desigualdades" e para que Espanha "nunca mais seja um país sem a sua gente" ou sem os "seus povos".

O Podemos apresentou-se a eleições com um programa que defende a realização de um referendo pela independência apenas na Catalunha, uma proposta que implica reformular a constituição e que tem dificultado um entendimento com o PSOE (que pretende um governo de esquerdas).

O líder do Podemos, Pablo Iglesias, proferiu o juramento enquanto executava o que parecia ser linguagem gestual e, tal como seu número dois, Íñigo Errejón, terminou o juramento com o braço direito erguido e com os dedos em sinal de vitória.

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