Uma das vítimas mortais é uma adolescente que estava no local. Duas outras integravam grupo de raptores.
Pelo menos três pessoas morreram esta quinta-feira, incluindo uma adolescente, e outra ficou ferida num tiroteio entre a polícia e supostos raptores num bairro da província moçambicana de Maputo, confirmou a polícia.
Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), Hilário Lole, o tiroteio ocorreu esta quinta-feira no bairro da Zona Verde, município da Matola, província de Maputo, sul de Moçambique, tendo resultado na morte de três pessoas, duas das quais integravam o grupo de raptores.
"Durante esta operação, infelizmente, nesta troca de tiros, foram alvejados dois cidadãos que estavam no local e destes cidadãos uma é uma adolescente que (...) recebemos indicação que infelizmente não conseguiu resistir", disse Hilário Lole, em conferência de imprensa, em Maputo.
As autoridades moçambicanas explicaram que o tiroteio ocorreu após agentes do Sernic terem identificado a viatura em que os supostos raptores procurados pela polícia se faziam transportar, com os suspeitos a efetuaram disparos contra os agentes. Dois dos suspeitos foram atingidos mortalmente e os outros ocupantes colocaram-se em fuga, disse o porta-voz do Sernic, adiantando que a polícia prossegue a investigação para neutralizar os restantes membros do grupo.
Durante a operação, foram apreendidas duas armas do tipo AKM, dois carregadores e quatro chapas de matrículas falsas, com a polícia a explicar que estes materiais eram usados durante os raptos na província e cidade de Maputo.
Em 13 de novembro, a primeira-ministra moçambicana disse que nove dos 10 casos de raptos registados em 2025 foram esclarecidos e as vítimas resgatadas, apontando "relativas melhorias" na segurança, apesar de "resquícios de violência".
Cerca de 300 pessoas envolvidas em casos de rapto foram detidas desde os primeiros registos destes crimes em Moçambique, em 2010, disse à Lusa, em 23 de outubro, o porta-voz nacional do Sernic.
"Esses são números cumulativos desde que iniciaram os raptos em 2010, até hoje", avançou Hilário Lole, porta-voz nacional do Sernic, explicando que esta estatística representa apenas um número aproximado.
Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receio, segundo números divulgados em 2024 pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
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