"As empresas petrolíferas estão prontas para as novas rondas de licitação em Angola", lê-se num comunicado de imprensa divulgado durante a conferência 'Angola Oil & Gás'.
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A Câmara de Energia Africana divulgou esta quinta-feira que as companhias petrolíferas a operar em Angola estão prontas para concorrer às novas licitações anunciadas esta semana e que querem ajudar o Governo a aumentar a produção petrolífera.
"As empresas petrolíferas estão prontas para as novas rondas de licitação em Angola e prometem continuar a trabalhar com o Governo nas reformas para abrandar o declínio da produção", lê-se num comunicado de imprensa divulgado durante a conferência 'Angola Oil & Gás', que termina esta quinta-feira, em Luanda.
Entre as declarações citadas no comunicado está a do presidente da BP em Angola, Steve Willis, que lembrou que a redução das despesas em exploração, que no país desceram de 7.000 milhões de dólares (6.210 milhões de euros) em 2013 para os atuais 2.000 milhões (1.770 milhões de euros), é uma tendência global.
"Apesar da redução na exploração, que é uma tendência global e não específica deste país, a taxa de sucesso de Angola está acima dos 50%, contra uma média global de 30%", disse o responsável, elogiando as reformas do Governo.
"Estamos a ver uma completa revitalização do enquadramento contratual e a moldura de intervenção governamental que vai traduzir-se num aumento da atividade do mercado", acrescentou.
Para o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Lima, tão importante quanto lançar novas rondas é perfurar à procura de petróleo.
"Os dois maiores produtores do mundo, os Estados Unidos e a Federação Russa, construíram as suas indústrias e mantiveram-se no topo porque nunca pararam de perfurar, e é isso que temos de fazer em África, precisamos de políticas de 'perfurar' ou 'abandonar'", afirmou.
A Câmara de Energia Africana "continua a acreditar que quando os governos e as companhias petrolíferas trabalham de mão dada, as descobertas acontecem e as reformas corretas são implementadas", lê-se ainda no comunicado, que conclui elogiando Angola por ter "desencadeado um diálogo nestes parâmetros, que levou a que muitas companhias e investidores estejam agora dispostos a a investir e a explorar".
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) de Angola anunciou na quarta-feira que vai lançar um concurso público, em outubro deste ano, para licitação de dez blocos para exploração petrolífera nas bacias do Namibe e Benguela.
Segundo o presidente do conselho de administração da ANPG, Paulino Jerónimo, no concurso público, cujo lançamento está agendado para 02 de outubro, serão licitados dez blocos petrolíferos, nove na bacia da província angolana do Namibe e um na província de Benguela.
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