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Pilhagens no Paquistão

Sobreviventes do sismo de sábado – que terá provocado a morte a cerca de 40 mil pessoas - tomaram esta segunda-feira de assalto, sob o olhar impotente dos soldados paquistaneses, camiões militares com ajuda humanitária que chegaram a Muzaffarabad, capital do Estado de Caxemira paquistanês (norte), uma das zonas mais afectadas pelo tremor de terra.

10 de outubro de 2005 às 15:58

Alimentos, tendas, cobertores, medicamentos - auxílio encaminhado, com dificuldade, por estrada, para Muzaffarabad -, desapareceram em poucos minutos entre as mãos dos habitantes deixados à sua sorte há 48 horas. Cidade com 125.000 habitantes, Muzaffarabad, perto do epicentro do sismo de magnitude de 7,6 na escala de Richter, que abalou sábado o norte do Paquistão, ficou em grande parte destruída. Cadáveres encontram-se ainda nas ruas. "Não há nenhum transporte, não podemos fazer nada, ainda há tantos sob os escombros", lamentou um dos sobreviventes, sentado junto ao cadáver de um familiar.

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

O sismo terá morto entre 30.000 a 40.000 pessoas só no Paquistão, anunciou hoje uma fonte da UNICEF. "O governo indicou-nos que entre 30.000 a 40.000 pessoas tinham sido mortas" pelo sismo de grau 7,6 na escala aberta de Richter, disse à France Presse Júlia Leverton, porta-voz da Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

MAIS DE 650 MORTOS NA CAXEMIRA INDIANA

Na Caxemira indiana já se registaram, até ao momento, 656 mortos confirmados, além de 990 feridos, segundo um novo balanço hoje divulgado em Nova Deli.

Entre os mortos contam-se cerca de 50 soldados e membros das forças de segurança que patrulhavam a fronteira que separa as partes indiana e paquistanesa do Caxemira.

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