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Piloto salva 233 pessoas na Rússia

Um bando de gaivotas atingiu o avião avariando os motores.

16 de agosto de 2019 às 08:43

A perícia de um piloto russo evitou uma tragédia que teria matado 233 pessoas. Um Airbus 321 da Ural Airlines atingiu um bando de gaivotas pouco após a descolagem de Moscovo. Com os motores avariados, o piloto reagiu com grande frieza e fez uma aterragem de emergência num campo de milho.

A imprensa russa classificou o acidente como "o milagre de Ramensk", em alusão à localidade junto da qual o avião aterrou, pouco depois de partir de Moscovo com destino a Simferopol, na península da Crimeia.

Um passageiro do aparelho afirmou à TV russa que o avião começou a tremer com violência pouco depois da descolagem. "Segundos depois, as luzes do lado direito do avião começaram a piscar e sentiu-se um cheiro a queimado. Depois, aterrámos e toda a gente fugiu", afirmou.

O piloto aterrou com os motores desligados e o trem de aterragem recolhido, conseguindo, apesar disso, evitar uma tragédia. Ao todo houve 23 feridos, alguns dos quais com gravidade. De acordo com o Ministério da Saúde russo, há cinco crianças entre os feridos hospitalizados após o acidente. Os feridos estão em situação "considerada grave ou aceitável".

A imprensa russa compara o acidente com o de 15 de janeiro de 2009, quando o comandante Chesley Sullenberger fez uma amaragem bem sucedida no rio Hudson, em Nova Iorque, salvando as 155 pessoas que seguiam a bordo. Também nesse caso o acidente foi causado por um bando de aves.

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