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Correio da Manhã

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Polícia brasileira desarticula gangues que mandavam toneladas de cocaína para a Europa

Desde 2016, as autoridades localizaram narcóticos na Bélgica, França, Itália, Espanha, Dinamarca e Turquia.
10 de Outubro de 2017 às 15:44
Cocaína
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Droga
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Droga
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A polícia brasileira anunciou hoje que desarticulou seis organizações criminosas dedicadas ao tráfico internacional de drogas que enviaram toneladas de cocaína para vários países europeus.

"As investigações revelaram que as quadrilhas atuavam de forma similar, inserindo clandestinamente cargas de droga em contentores com mercadorias lícitas a serem exportadas, em regra, para países europeus. Nas duas operações houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional", destacou a polícia federal, numa nota divulgada esta terça-feira. 

Cerca de 450 agentes participam na operação em seis estados brasileiros contra o tráfico de drogas para cumprir 60 mandados de prisão e de busca no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A operação de hoje faz parte das investigações iniciadas em 2016 que já levaram à apreensão de dez toneladas de cocaína no Brasil e na Europa em duas operações distintas realizadas no ano passado.

Desde 2016, as autoridades localizaram narcóticos na Bélgica, França, Itália, Espanha, Dinamarca e Turquia.

Um dos grupos investigados adquiria a cocaína na fronteira do Brasil com a Bolívia e mais tarde transferia a droga para uma loja de aeronaves dentro do estado brasileiro de Santa Catarina, onde o material era organizado e colocado em sacos para posterior inserção em contentores que sairiam pelo Porto de Itapoá.

Já a segunda investigação que culminou nesta operação descobriu a ação de três grupos organizados que embarcavam volumosas quantidades da droga através de contentores que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito.

De acordo com a polícia, os suspeitos responderão pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de drogas, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos.

As penas previstas para tráfico internacional de droga podem chegar a 25 anos de prisão e para associação criminosa são de dez anos.
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