Primeiro-ministro polaco apelou à manutenção da "disciplina social".
O primeiro-ministro polaco anunciou esta quarta-feira a reabertura de creches, hotéis e centros comerciais na próxima semana, para revitalizar a economia paralisada pela pandemia de covid-19, mas apelou à manutenção da "disciplina social".
"Estamos a abrir a economia significativamente, mas não cedemos nem um centímetro nas regras de segurança. Não podemos ser irresponsáveis, peço que mantenham a disciplina social", afirmou aos jornalistas Mateusz Morawiecki.
O chefe do Governo anunciou a abertura a 04 de maio de hotéis, centros comerciais e algumas instituições culturais, incluindo certos museus, e a partir de 06 de maio, dos jardins-de-infância e gabinetes de fisioterapia.
Outras medidas de segurança, como o uso de máscaras, permanecem obrigatórias. Nas lojas, atualmente abertas, é permitida apenas uma pessoa por 15 metros quadrados.
Os números da pandemia na Polónia registam 606 mortes, num total de 12.415 casos confirmados do novo coronavírus, sendo que nas últimas 24 horas, 326 pessoas foram infetadas e 370 recuperaram da doença.
"Este é o primeiro dia em que podemos efetivamente dizer que temos um rápido aumento do número de pessoas recuperadas [em comparação com as infetadas]. Estamos numa situação muito tranquilizadora, longe dos extremos em que se encontra a Bélgica, Itália ou Espanha", sublinhou Morawiecki, admitindo não saber em que etapa se encontra a epidemia na Polónia.
O primeiro-ministro garantiu também a realização das eleições presidenciais no mês de maio, através de um escrutínio por correspondência postal, apesar das várias disputas, incertezas legais e técnicas.
A eleição é considerada pela oposição liberal como "um golpe de Estado" contra a democracia e a vida e a saúde dos polacos em plena pandemia.
O antigo primeiro-ministro e ex-presidente do Conselho Europeu Donald Tusk anunciou na terça-feira que vai boicotar o escrutínio que, segundo ele, é "inconstitucional".
O atual Presidente polaco, Andrzej Duda, favorito nas sondagens, pediu hoje aos líderes europeus que criem um mecanismo comum de segurança médica que inclua a coordenação da produção e distribuição de produtos médicos, assim como a coordenação da pesquisa médica a nível europeu.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
O "Grande Confinamento" levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.
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