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Correio da Manhã

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Portugueses regressam

Centenas de turistas portugueses que estavam na Jamaica e México anteciparam o regresso a casa devido ao furacão Dean, que já fez oito mortos. Ontem chegou o primeiro voo com lusos do México e hoje está prevista a chegada de outro. Da Jamaica também chega hoje um avião com portugueses.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
Milhares de turistas de vários países, incluindo Portugal, viram-se forçados a regressar a suas casas devido à aproximação do furacão
Milhares de turistas de vários países, incluindo Portugal, viram-se forçados a regressar a suas casas devido à aproximação do furacão FOTO: Victor Lerena / Reuters
José Manuel Antunes, do operador turístico Mundo VIP, afirmou ao CM que os portugueses na rota do furacão são 770 na Jamaica, 1200 na República Dominicana, 750 em Cuba e 714 no México (sem contar com os que já chegaram). Destes últimos, 364 chegam a Lisboa esta manhã (08h30), pelo que ficarão no México apenas 350, que deverão iniciar a viagem de regresso a Portugal na sexta-feira e chegar no sábado ao nosso país, embora tudo esteja dependente do furacão.
Um terceiro avião com portugueses deverá aterrar hoje na Portela, mas proveniente de Montego Bay, na Jamaica, país onde o Dean já passou (a sul, onde já não se encontravam turistas lusos, evacuados para o norte). Na Jamaica, os portugueses estavam bem, como confirmou o turista Vítor Gouveia. “Não aconteceu nada” – afirmou, explicando que, ao fim de seis horas, o Dean passou pela região onde se encontra sem que haja notícia de que tenha afectado portugueses.
Estes turistas lusos são apenas os que viajaram em voos directos organizados por operadoras, excluindo-se os que o fizeram de outras formas. No total, os três aviões terão recolhido, no México e na Jamaica, aproximadamente dois mil de portugueses. “Estão de férias. Devem ter dormido mal, mas, quanto ao resto, está tudo normal”, acrescentou José Manuel Antunes, referindo-se aos portugueses de férias nos países na rota do Dean.
Quanto a um grupo de cerca de 700 portugueses, que ontem deveria ter partido de Lisboa para o México e Jamaica e a quem foi proposto viajar para Punta Cana (República Dominicana), devido ao Dean, apenas aceitou fazê-lo “pouco mais de uma centena”. Os restantes recusaram, optando por ser reembolsados no valor total da viagem.
O CM contactou ainda a Secretaria de Estado das Comunidades portuguesas que, através do assessor Eduardo Saraiva, explicou que “só há intervenção em caso de emergência”. “Adoptámos apenas medidas de prevenção. Ninguém nos contactou ainda”, acrescentou.
Após deixar um rasto de destruição nas Caraíbas, o Dean dirigia-se ontem para o México, onde chegou na noite de ontem, após varrer as ilhas Caimão. Segundo o embaixador português no México, Francisco Falcão Machado, terão saído de Iucatão mais de 60 mil turistas, entre os quais 500 a 1000 portugueses”. O furacão, com a Categoria 4 (poderá chegar a 5, o nível máximo), levou à evacuação de 400 mil cubanos e ameaçava ainda chegar à Costa Rica.
OUTROS DESENVOLVIMENTOS
ESPANHÓIS
As companhias áereas espanholas suspenderam os voos para Cancun (México) face à ameaça do Dean. Como se previa que a cidade não iria ser afectada, os turistas espanhóis não serão evacuados.
EMERGÊNCIA
O governo da Jamaica decidiu decretar, na noite do passado domingo, o Estado de Emergência no seu território, o qual vigorará por um período de 30 dias, na sequência da chegada do furacão Dean.
'ENDEAVOUR'
A NASA declarou ontem que o vaivém espacial ‘Endeavour’ tem condições para chegar hoje à Terra, ao Centro Espacial Kennedy (Florida), um dia antes do inicialmente previsto devido à ameaça do Dean.
SAIBA MAIS
- 63 foi o número de vítimas do furacão Wilma (2005), o mais intenso registado no Atlântico. A península mexicana do Iucatão e partes da Florida foram arrasadas.
- 1836 foi o número de mortos causado no mesmo ano pelo furacão Katrina, menos intenso mas muito mais mortífero do que o Wilma, em grande parte devido às cheias catastróficas em Nova Orleães.
GRAU 5
Tanto o Wilma como o Katrina atingiram o grau 5, o mais elevado na Escala de Saffir-Simpson, com ventos superiores a 250 quilómetros por hora.
MITCH
O furacão Mitch, que devastou parte das Caraíbas e América Central em 1998, foi um dos mais mortíferos de sempre, com mais de 11 mil vítimas.
RECORDE
A época dos furacões de 2005 foi a mais activa de sempre, com um recorde de 28 tempestades, das quais 15 passaram a furacão, quatro deles de grau 5.
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