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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Praga de gafanhotos atinge quatro ilhas de Cabo Verde

Delegações do ministério têm no terreno equipas a proceder à pulverização em zonas de pastagens e florestais.

12 de setembro de 2019 às 19:27

Uma praga de gafanhotos começou a afetar as terras áridas e semiáridas de quatro ilhas cabo-verdianas, após as últimas chuvas, informou esta quinta-feira o Governo de Cabo Verde, que já iniciou um programa para ajudar os agricultores.

Numa nota enviada à imprensa, o Ministério da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde indicou que, na sequência das chuvas que caíram no país em finais de agosto e início de setembro, assiste-se neste momento à eclosão de uma praga de gafanhotos nos estratos áridos e semiáridos das ilhas de Santiago, Brava, São Nicolau e São Vicente.

A mesmo fonte informa que delegações do ministério têm neste momento no terreno equipas a proceder à pulverização em zonas de pastagens e florestais, e a apoiar os agricultores nas zonas de culturas.

Os apoios acontecem no quadro dos recursos que o ministério coloca anualmente ao projeto de campanha agrícola e fitossanitária, para fazer face às principais pragas de culturas de sequeiro, prossegue a nota de imprensa.

"No quadro deste projeto, a Direção-Geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária adquire pesticidas, pulverizadores e equipamentos de proteção individual que são colocados à disposição das delegações" do ministério, que, por sua vez, trabalham diretamente com os agricultores", lê-se na mesma nota.

Na sexta-feira, as equipas de combate à praga estarão em zonas do concelho de São Domingos, ilha de Santiago, um dos mais afetados, a par da de Ribeira Grande.

Cabo Verde voltou a registar chuva no início deste mês, após passar dois anos consecutivos de seca.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, disse que as chuvas vão garantir alguma produção de milho, pasto para os animais e recarga dos lençóis freáticos.

Gilberto Silva adiantou que as previsões apontam para mais eventos pluviométricos em todo o país durante os meses de setembro e outubro, pelo que só depois disso fará uma avaliação concreta do ano agrícola.

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