Primeiro encontro em Paris estabeleceu uma declaração de princípios para um uso ético, seguro e inclusivo da tecnologia.
O Presidente francês inicia na terça-feira a quarta visita oficial à Índia, onde vai inaugurar, juntamente com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a cimeira sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA).
Emmanuel Macron vai primeiro a Bombaim e depois a Nova Deli, um ano após ter impulsionado a primeira edição da cimeira da IA em Paris, lembrou a presidência francesa num comunicado.
"Esta cimeira é a continuação direta dos trabalhos iniciados em Paris, para alcançar uma IA sustentável, acessível a todos e ao serviço do interesse geral", referiu a presidência, citada pela agência de notícias espanhola EFE.
Embora o primeiro encontro em Paris não tenha resultado num tratado vinculativo global, estabeleceu uma declaração de princípios e um quadro de cooperação internacional para um uso ético, seguro e inclusivo da tecnologia.
A cimeira na Índia deverá reunir gigantes tecnológicos e líderes mundiais para definir uma nova ordem para a IA, indicou a EFE.
Está prevista a participação de figuras como Sam Altman (OpenAI), Sundar Pichai (Google) e Jensen Huang (Nvidia), além de líderes políticos como o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.
A sessão plenária com chefes de Estado e de governo realiza-se na quinta-feira, em Nova Deli.
Fontes da organização indicaram que a reunião vai servir para apresentar um roteiro alternativo baseado na inclusão e no progresso humano, em contraste com a narrativa de "risco existencial" predominante na Europa e nos Estados Unidos.
A visita de Macron surge num contexto de "intensidade e continuidade" do diálogo entre os dois países sobre desafios tecnológicos, económicos e estratégicos.
Acompanham o Presidente, além da mulher, Brigitte Macron, mais de uma centena de empresas francesas através da Business France e da Missão French Tech.
A agenda prevê ainda a reafirmação da parceria estratégica franco-indiana, pilar da estratégia para o Indo-Pacífico da França e da UE.
Macron pretende também explorar convergências entre as agendas do G7, presidido este ano pela França, e do bloco BRICS (África do Sul, Brasil, China, Índia e Rússia), atualmente sob liderança indiana.
Na terça-feira, em Bombaim, os dois líderes inauguram o Ano da Inovação Índia-França e, em Bangalore, presidem à abertura de uma unidade de produção de helicópteros da Airbus.
Não são postos de parte novos anúncios na área da Defesa, após o contrato de venda de 114 caças franceses Rafale à força aérea indiana, anunciado na passada quinta-feira, acrescentou a EFE.
O G7 reúne as sete economias mais industrializadas do mundo, nomeadamente, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da UE.
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