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Presidente ucraniano diz que encenação da morte de jornalista foi operação"brilhante"

Petro Poroshenko recusa críticas dos que consideram atuação das secretas ucranianas como moralmente duvidosa.
Lusa 31 de Maio de 2018 às 18:54
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
O Presidente da Ucrânia classificou esta quinta-feira como "brilhante" a operação dos serviços secretos do seu país para fingir o assassinato do jornalista opositor russo, Arkadi Bábchenko, enquanto surgem críticas em todo o mundo que questionam a moralidade desta atuação.

"Ontem, na televisão, foi possível ver o resultado de uma brilhante operação efetuada por heróis do Serviço de Segurança da Ucrânia", disse Petró Poroshenko num discurso transmitido pela televisão local.

O chefe de Estado acrescentou, numa clara alusão à Rússia, que através desta operação, em que o jornalista russo se fez de morto para reaparecer horas mais tarde numa conferência de imprensa, "todo o mundo pôde ver a verdadeira cara do inimigo" da Ucrânia.

"Enviam camiões carregados de armas e dinheiro para matar ucranianos, jornalistas e políticos, e quando os apanhamos com a mão na massa dizem que não atuamos bem", insistiu Poroshenko.

O Presidente Poroshenko assegurou que "há que condenar é a Rússia" e não a Ucrânia.

Por sua vez, o ministro do Interior ucraniano, Arsén Avákov, manifestou a sua "surpresa" pelas declarações de algumas organizações internacionais a acusar os serviços secretos de enganarem a sociedade, que ficou emocionada com a notícia do suposto assassinato do jornalista.

"O que queriam? Que se matasse Bábchenko e assim a Amnistia Internacional e os Repórteres Sem Fronteiras poderiam falar de outro assassinato de um jornalista no nosso país?", questionou Avákov.

Bábchenko, cuja morte violenta foi bastante difundida na noite de terça-feira, reapareceu na quarta-feira durante uma conferência de imprensa, para surpresa de todo o mundo.

O jornalista crítico do Kremlin, que abandonou a Rússia há um ano e meio após receber ameaças de morte, admitiu que cooperou no último mês com a inteligência ucraniana após ter sido advertido sobre um alegado complô para o seu assassinato, que deveria ter acontecido na véspera da final da Liga dos Campeões.
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