Patrice Trovoada participou no encerramento de uma conferência de três dias organizada para assinalar os 30 anos da Associação dos Cegos e Amblíopes de São Tomé e Príncipe.
O primeiro-ministro são-tomense prometeu esta quarta-feira trabalhar para melhorar o acesso de pessoas cegas aos serviços públicos e reduzir custos com a saúde, como parte de mecanismos para assegurar a inclusão e autonomia dos deficientes visuais no arquipélago.
"Aquilo que nós ouvimos aqui, a primeira impressão que fica é que de facto, há coisas que nós podemos fazer e trata-se simplesmente de estarmos engajados a poder fazer".
"Algumas das preocupações estão a ser encaradas já pelo Governo. Aquelas de mais rápida execução podemos dizer que dentro de mais alguns meses, com a interação que irão estabelecer com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais, podemos de facto fazer progressos, no que diz respeito sobretudo ao acesso ao serviço público, ao custo que muitas vezes representa esse acesso ao serviço público", disse Patrice Trovoada.
O primeiro-ministro e mais quatro ministros, participaram no encerramento de uma conferência de três dias organizada para assinalar os 30 anos da Associação dos Cegos e Amblíopes de São Tomé e Príncipe (ACASTEP), tendo referido que a presença dos membros do executivo visou demonstrar a determinação para se alcançar "uma sociedade muito mais inclusiva".
Na segunda-feira a presidente da ACASTEP, Eugénia Neto pediu às autoridades do arquipélago a regulamentação da lei de pessoas com deficiência que reclamam condições de saúde, educação, habitação, transportes e inclusão social.
No que diz respeito a garantia de "infraestruturas mais adaptadas", nomeadamente as estradas e os passeios solicitados pela ACASTEP, o primeiro-ministro admitiu que haverá "talvez um pouco mais de dificuldades", tendo em conta que "o país neste aspeto tem muitas lacunas".
"O que é importante é nós começarmos a integrar esses aspetos todos na nossa legislação, nomeadamente as regras que têm a ver com a construção de infraestruturas", sublinhou Patrice Trovoada.
O primeiro-ministro defendeu que é preciso "trabalhar naquilo que são os mecanismos de inclusão que permitem a autonomia" sobretudo a possibilidade de os deficientes visuais terem rendimentos.
Por outro lado, o chefe do Governo são-tomense admitiu a possibilidade de orientar alguns funcionários públicos "no sentido de apoiar as associações na execução dos seus programas e das suas tarefas", mas continuarem a receber os salários pagos pelo Estado.
"A nossa função pública está com muita gente, e muita gente que as vezes não faz nada [...] pessoas que são pagas pelo Estado a não fazer nada", comentou Patrice Trovoada.
Por outro lado, o primeiro-ministro reagiu as informações que dão conta do aumento da cegueira em população na fase da adolescência e adulta, alertando ao ministro da Saúde para tomar medida face a reclamação de muitas pessoas que "sofrem da falta de uma saúde pública que seja mais eficiente na detenção dos problemas quando ainda não está numa fase irreversível".
"Se em são Tomé e Príncipe a maioria dos cegos não nasceram cegos, então ao nível da saúde pública estamos também com muitas deficiências, sobretudo aquilo que eu repito sempre que é o diagnostico precoce para que depois haja também tratamento atempado", disse Patrice Trovoada.
O chefe do Governo prometeu ainda trabalhar na regulamentação da lei base das pessoas com deficiência em São Tomé e Príncipe cuja lei foi aprovada há 11 anos.
Na segunda-feira o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, defendeu que "a inclusão pressupõe a defesa e de igualdade de oportunidade para todos, o reconhecimento das necessidades dos vulneráveis e, por conseguinte, a promoção e proteção dos seus direitos".
"Torna-se por isso, imprescindível, assegurar o acesso digno dessas pessoas à educação, a saúde, as atividades laborais e de lazer. É necessário que nos apropriemos do sentido adequado do conceito de sociedade inclusiva, isto é, manifestada em políticas públicas e programas privados desenvolvidos com desígnio de minorar as desigualdades existentes", afirmou Carlos Vila Nova.
"Estou convencido de que somos capazes de fazer muito mais para garantir uma vida mais digna as pessoas com deficiência visual, e reitero o meu comprometimento com a causa social, sobretudo dos mais vulneráveis, pois ao trabalharmos juntos para uma sociedade inclusiva a repercussão será muito positiva", acrescentou o Presidente são-tomense.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.