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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Principal ministro de Lula investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude durante pandemia

Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil está a ser investigado por suspeita de fraude na aquisição de respiradores durante a pandemia de Covid-19.

03 de abril de 2024 às 11:30

O homem-forte do atual governo de Lula da Silva, Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil e um dos nomes mais importantes do Partido dos Trabalhadores, (PT), está a ser investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude na aquisição de respiradores durante a pandemia de Covid-19. A investigação, que corria em sigilo mas foi vazada pela imprensa esta quarta-feira, está em fase final de recolha de indícios e depoimentos e põe Rui Costa no centro do escândalo.

De acordo com a investigação, Rui Costa, então governador do estado da Bahia, que governou por dois mandatos consecutivos entre 2015 e 2022, autorizou a compra de 300 respiradores em Abril de 2020, no início da pandemia, a uma empresa sem qualquer histórico ou experiência comprovada nessa área, ignorou todos os prazos e cautelas que o serviço público deveria ter e, além de tudo o mais, autorizou o pagamento total antecipado da volumosa aquisição. O negócio custou aos cofres públicos nove milhões de euros e a dona da empresa beneficiada, que aceitou passar a colaborar com a justiça em troca de redução de pena, avançou à Polícia Federal ter pago dois milhões de euros a um empresário que intermediou a transação e facilitou toda a negociação afirmando agir em nome de Rui Costa.

Não obstante o pagamento total antecipado, nenhum respirador foi entregue, até porque a empresa não tinha como fazê-lo. Dos nove milhões gastos pelo governo da Bahia somente 1,8 milhão foi recuperado, devolvido pela empresária no âmbito do acordo firmado com a justiça.

Rui Costa, além de governador da Bahia, era na altura presidente do Consórcio Nordeste, grupo de estados do Nordeste do Brasil que se juntaram para facilitar compras e ações de combate à Covid-19, e tinha poder total para aquisições emergenciais. Ele nega qualquer envolvimento na fraude, alega que não lhe cabia agir diretamente em negócios desse tipo e complementa, como costuma fazer em relação às críticas que recebe agora como ministro-chefe do governo de Lula da Silva, que tudo não passa de perseguição política.

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