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Prisão perpétua para milionário norte-americano que assassinou melhor amiga

Na sentença é considerado um psicopata narcisista e terá matado também a mulher.

16 de outubro de 2021 às 09:52

O milionário norte-americano do setor imobiliário Robert Durst, de 78 anos, foi condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, pelo assassinato da melhor amiga. O tribunal considerou que Durst matou Susan Berman, em 2000, para a impedir de falar com a polícia sobre o desaparecimento suspeito da sua própria mulher, Kathleen McCormack. Susan, de 55 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em casa, em Beverly Hills. A polícia acredita que o milionário é responsável pela morte de mais duas pessoas, uma das quais Kathleen, que desapareceu em 1982.

Robert Durst, que surgiu em tribunal aparentando alguma debilidade - de cadeira de rodas, uniforme da prisão e barba por fazer - muito provavelmente morrerá na prisão.

O julgamento decorreu seis anos após a confissão involuntária de Durst durante uma entrevista para o documentário ‘The Jinx’, da HBO. O milionário terá deixado o microfone ligado quando foi à casa de banho e desabafou: “Que diabos fiz eu? Matei-os a todos, claro.”A exibição do documentário, em 2015, terá sido determinante para a resolução do crime. Os procuradores que acusaram Robert Durst chamaram-lhe “psicopata narcisista”.

Susan Berman escrevia policiais e era filha de um mafioso de Las Vegas. Foi porta-voz de Durst quando ele se tornou suspeito do desaparecimento da mulher.

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