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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Professor suspeito de abusos sexuais a crianças volta a ser investigado em França

Quando o caso foi arquivado em outubro passado, o procurador responsável explicou que as diligências realizadas não permitiram confirmar os relatos das crianças.

24 de junho de 2026 às 14:36

A justiça francesa está a investigar novamente um professor de um jardim de infância em Saint-Laurent-du-Var, no sul de França, suspeito de ter abusado sexualmente de várias crianças. O caso tinha sido arquivado pelo Ministério Público em outubro de 2025 por falta de provas, mas os pais das alegadas vítimas contestaram a decisão e conseguiram a reabertura da investigação.

A investigação teve origem nas declarações de duas crianças da mesma turma, que relataram aos pais que o professor lhes colocava os "dedos nas nádegas", indica a BFM. Na sequência dessas revelações, foram apresentadas duas queixas às autoridades. Posteriormente, após uma reunião na escola com todos os encarregados de educação, surgiram mais duas denúncias. 

Quando o caso foi arquivado em outubro passado, o procurador responsável explicou que as diligências realizadas não permitiram confirmar os relatos das crianças. Segundo as autoridades, os depoimentos eram difíceis de contextualizar e uma das crianças chegou mesmo a afirmar, durante o interrogatório, que “nada tinha acontecido”.

Inconformados com a decisão, os pais das crianças decidiram contestar a decisão em tribunal, o que levou à reabertura das investigações sob a supervisão de um juiz de instrução.

Os pais já acusaram publicamente as autoridades de terem conduzido a investigação de forma "apressada". 

Após as primeiras denúncias, o professor foi suspenso. No entanto, depois do arquivamento do processo, regressou ao serviço, embora colocado num cargo sem contacto direto com crianças. O docente, que trabalha há mais de uma década na área da educação, nunca tinha sido alvo de qualquer denúncia anterior e sempre negou as acusações.

De acordo com os pais, várias crianças estão a ser acompanhadas por serviços de psicologia. Os relatórios clínicos referem sintomas compatíveis com os alegados abusos denunciados pelos menores. A nova investigação ficará agora a cargo de um juiz de instrução, que decidirá se existem elementos suficientes para levar o caso a julgamento.

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