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Protestos dos "coletes amarelos" provocam queda na chegada de turistas a Paris

Houve "um declínio de 6,8% para os próximos três meses" nas reservas de viagens de avião.
Lusa 11 de Janeiro de 2019 às 15:36
Manifestação dos coletes amarelos em Paris
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
Manifestação dos coletes amarelos em Paris
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
Manifestação dos coletes amarelos em Paris
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
Cada vez menos 'coletes amarelos' nas ruas de Paris, mas com alvos precisos
As chegadas internacionais aos aeroportos de Paris caíram 5 a 10%" em dezembro, com os protestos dos "coletes amarelos" a afugentarem muitos turistas, disse esta sexta-feira uma responsável da Atout France, agência que promove o turismo francês no estrangeiro.

Em relação às reservas aéreas para o início de 2019, Christian Mantei disse aos jornalistas que houve "um declínio de 6,8% para os próximos três meses", admitindo que se as manifestações pararem será possível "retomar rapidamente um crescimento",

Esta sexta-feira, Mantei e Jean-Baptiste Lemoyne, secretário de Estado do Turismo, reuniram-se em Paris para uma videoconferência com uma dúzia de embaixadores no estrangeiro para avaliar o impacto, dependendo do país, do movimento de "coletes amarelos" nos fluxos turísticos.

"A situação é muito variada, dependendo do país. Nós sentimos especialmente a preocupação dos asiáticos, que são clientes que precisam ser tranquilizados. Mas, os sinais são positivos do lado dos clientes europeus, que são a maior parte" de turistas que visitam a França, disse o secretário de Estado.

"O impacto mais forte foi no mês de dezembro. Em janeiro e fevereiro esse declínio irá desacelerar e em março recomeçaremos com o crescimento das chegadas internacionais. É preciso manter esta espiral de recuperação", disse Lemoyne.

O secretário de Estado disse que recebeu, durante a semana, vários participantes do setor de turismo francês, incluindo responsáveis das Galerias Lafayette e da Torre Eiffel.

"Em dezembro, no Natal e Ano Novo, houve uma queda nas reservas e uma queda nas chegadas. Entretanto, a França teve uma tendência muito boa durante todo o ano de 2018, que será, nós esperamos, um ano recorde com 90 milhões de turistas internacionais ", disse o secretário de Estado.

Lemoyne disse que o Governo está "a pensar em ações complementares", "tranquilizando" e "comunicando que a segurança está garantida, que a vida continua".

"A França recuperou após os trágicos eventos de 2015 e há um desejo de que isso aconteça", disse Lemoyne.
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