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PSOE tenta alargar o acordo com Ciudadanos

Querem abranger as forças de esquerda espanholas.

29 de fevereiro de 2016 às 13:42

O PSOE vai enviar às forças de esquerda em Espanha várias propostas - com diferenças face ao acordo que já assinou com o Ciudadanos - para tentar obter apoios adicionais para a votação de investidura de quarta-feira.

"Não será por nós [que não haverá acordo], vamos oferecer um acordo às forças de mudança para que esta semana ponhamos fim ao governo de Rajoy", disse esta segunda-feira o secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, durante uma intervenção no Comité Federal do partido, máximo órgão da formação entre congressos e que vai ratificar a consulta à militância deste fim-de-semana.

Quase 80 por cento dos militantes do PSOE votaram a favor do acordo com os Ciudadanos (centro-direita), que pressupõe um apoio à investidura de Sánchez na votação para a formação de Governo. No total, votaram cerca de metade (95.763) dos militantes socialistas.

A pergunta colocada aos militantes, cujo resultado vai ser ratificado pelo Comité Federal, não referia especificamente o apoio do Ciudadanos nem qualquer outra força política: ""O PSOE alcançou e propôs acordos com distintas forças políticas para apoiar a investidura de Pedro Sánchez à presidência do Governo. Apoias estes acordos para formar um governo progressista e reformista? Sim/Não".

Na sequência da votação PSOE e Ciudadanos dividiram-se quanto ao alcance do acordo, com o líder do Ciudadanos a insistir que - por exemplo - este não contempla "acabar com a reforma laboral" feita na anterior legislatura pelo PP (de Mariano Rajoy, direita). Já hoje, o líder do PSOE diz que "quem diz que o acordo não prevê o fim da reforma laboral, está a mentir".

Ainda assim, o PSOE vai enviar aos partidos de esquerda - Podemos (e às suas formações regionais En Comú Podem, En Marea e Compromís) e à Izquierda Unida (comunistas) - propostas com variações em relação ao acordo com o Ciudadanos. Entre os temas destas alterações incluem-se um reforço do plano de emergência social, novas medidas de reformulação do sistema democrático (partidos e leis eleitorais) e energia.

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