Não há registo de vítimas humanas e todos os danos e perdas sofridos estão a ser analisados pelas autoridades competentes.
O Qatar denunciou esta segunda-feira um ataque com drones lançado pelas forças iranianas contra infraestruturas energéticas no país, entre elas uma central elétrica, pouco depois de ter advertido que Teerão "terá de pagar o preço" pelos ataques na região.
O Ministério da Defesa do Qatar indicou que um drone atingiu um reservatório de água de uma central elétrica na cidade de Mesaieed, enquanto um segundo aparelho provocou danos numa instalação energética na cidade industrial de Ras Laffan, pertencente à empresa petrolífera estatal QatarEnergy.
"Não há registo de vítimas humanas. Todos os danos e perdas sofridos estão a ser analisados pelas autoridades competentes e será emitido posteriormente um comunicado oficial sobre o assunto", referiu o Ministério da Defesa, numa nota.
O ministério apelou a todos os cidadãos, residentes e visitantes, para que "mantenham a calma, cumpram as instruções das autoridades e evitem dar credibilidade a meros rumores".
"É importante confiar apenas na informação divulgada pelos canais oficiais", refere o texto.
Um pouco antes, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majed al-Ansari, afirmou que Doha "reserva-se o direito de responder" contra o Irão após os "ataques flagrantes contra o povo do Qatar", numa altura em que Teerão está a atingir alvos norte-americanos em vários países da região.
Nesse sentido, afastou a existência de contactos com as autoridades iranianas e explicou que o país está concentrado em "defender o seu território e proteger infraestruturas essenciais".
"Neste momento estamos ocupados, como podem imaginar, a defender o nosso país", acrescentou, em declarações à cadeia televisiva norte-americana CNN.
Al-Ansari lamentou ainda que o Qatar tenha enfrentado "mais de uma centena de mísseis e um grande número de 'drones'" e acusou Teerão de "visar infraestruturas civis e comerciais".
Manifestou igualmente "grave preocupação" com ataques contra "posições não militares" em toda a região.
"O Exército do Qatar adotou medidas de precaução para defender as instalações no terreno, incluindo infraestruturas económicas, enquanto os líderes dos países do Golfo tomam medidas coordenadas entre si e com os Estados Unidos", esclareceu.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O balanço mais recente de vítimas mortais elevou-se para 10 em Israel, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
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