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Quatro mortos e mais de 6.000 afetados pelo ciclone Gezani em Moçambique

Catástrofes naturais têm assolado o país.

17 de fevereiro de 2026 às 13:47

Pelo menos quatro pessoas morreram, cinco ficaram feridas e mais de 6.000 foram afetadas pela passagem do ciclone tropical intenso Gezani em Moçambique, em 13 e 14 de fevereiro, segundo novo balanço divulgado esta terça-feira pelo Governo.

Segundo dados divulgados no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, realizada em Maputo, a passagem do ciclone afetou 6.165 pessoas, correspondendo a 1.682 famílias, tendo deixado 316 casas totalmente destruídas e 1.855 parcialmente destruídas.

O balanço apresentado pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, aponta ainda para a destruição de 320 salas de aulas, a queda da ponte cais da cidade de Inhambane, o derrube de 71 postes de energia, 83 postes de transformação e 1.522 quilómetros de linha de eletricidade afetados.

"A empresa Eletricidade de Moçambique está no terreno desde que as condições atmosféricas melhoraram, sendo que está restabelecida a energia elétrica em todos os distritos afetados pelo ciclone Gezani, estando em curso os trabalhos pontuais na média e baixa tensão de algumas zonas", disse Inocêncio Impissa, acrescentando que cerca de 8.000 clientes continuam sem eletricidades devido ao ciclone naquela província.

O ciclone tropical intenso Gazeni atingiu a província de Inhambane na noite de sexta-feira, afetando os distritos de Vilanculos, Massinga, Maxixe, Morrumbene, Inhambane e Jangamo, segundo a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano anunciou no sábado que o ciclone tropical intenso Gezani já não constituía perigo para o país, com a população deslocada a poder regressar a casa.

Desde o início da presente época chuvosa, pelo menos 223 pessoas morrerem em Moçambique, com registo de mais de 860 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo a atualização feita esta terça-feira pelo instituto de gestão de desastres.

De acordo com informação da base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e atualizada às 7h58 (5h58 de Lisboa), foram afetadas um total de 860.346 pessoas, o correspondente a 198.870 famílias, havendo também 12 desaparecidos, além de 314 feridos. Este balanço contabiliza mais oito mortos face à atualização de segunda-feira.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, levou à morte de outras quatro pessoas, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

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