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Reconhecimento de Israel é condição para acordo nuclear EUA-Arábia Saudita

Trump garante que acordo não permite o enriquecimento de urânio pelos sauditas

24 de julho de 2026 às 01:30

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta quinta-feira que o acordo nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita está dependente do reconhecimento de Israel pelo governo de Riade e não prevê o enriquecimento de urânio pelos sauditas, contrariamente àquilo que foi anunciado na véspera.

“O Acordo Nuclear Civil (sem enriquecimento de material!) será destinado apenas a uso não-militar e só será aprovado na condição de a Arábia Saudita aderir aos muito respeitados e bem sucedidos Acordos de Abrãao”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. Os Acordos de Abrãao, recorde-se, foram uma iniciativa lançada por Trump no seu primeiro mandato que levou os Emirados Árabes Unidos e Bharain a normalizeram as relações diplomáticas com Israel, seguindo-se o Sudão, Marrocos e o Cazaquistão.

A Arábia Saudita ainda não comentou a declaração de Trump, mas Riade tem insistido que nunca reconhecerá Israel sem a criação de um Estado palestiniano, o que parece cada vez mais remoto.

O acordo, anunciado na quarta-feira mas cujo texto ainda não é conhecido, terá de ser aprovado pelo Congresso norte-americano. Terá a duração de 30 anos e prevê que os EUA irão ajudar a Arábia Saudita a criar um programa nuclear civil.

A notícia causou alarme entre os países do Golfo, fazendo temer uma corrida às armas nucleares numa região extremamente instável.

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