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Explosões perto do consulado dos EUA no Curdistão iraquiano matam quatro pessoas

Ataque foi reivindicado pelo Corpo de Guardas da Revolução Iraniana.

15 de janeiro de 2024 às 21:59

Foram registadas, esta segunda-feira, explosões em oito locais perto do consulado dos Estados Unidos da América em Erbil, no Curdistão iraquiano, segundo uma fonte de segurança iraquiana, avança a ABC News. Quatro pessoas morreram.

O Irão lançou ataques contra alvos ligados ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico e "espiões do regime sionista (Israel)" na Síria e no Iraque, onde atingiu uma área perto do consulado dos Estados Unidos.

O ataque foi reivindicado pelo Corpo de Guardas da Revolução Iraniana, que afirmou ter usado mísseis balísticos e querer destruir a sede do Mossad (sede da agência nacional de inteligência de Israel). Os alvos eram "quartéis-generais de espiões" e "reuniões de terroristas anti-iranianos em partes da região".

A violência do bombardeamento levou à interrupção do tráfego aéreo em Erbil. Perto do aeroporto foram abatidos três drones.

"Nenhuma instalação americana foi afetada. Não estamos a registar danos nas infraestruturas ou feridos neste momento", afirmou um funcionário dos EUA à ABC News.

O bombardeamento foi uma resposta ao duplo ataque perpetrado no início de janeiro no Irão e reivindicado pelo Estado Islâmico.

Conforme os meios de comunicação locais, esta terça-feira o governo iraquiano vai realizar uma reunião de segurança sobre a "violação iraniana do território iraquiano e o incumprimento do acordo de segurança entre os dois países".

O Primeiro-Ministro do Curdistão do Iraque, Masrour Barzani, já condenou os ataques dos Guardas da Revolução do Irão a Erbil, no Iraque, numa publicação feita na rede social X.

"Condeno com toda a veemência este ataque cobarde contra o povo da região do Curdistão. Exorto o governo federal de Bagdade a tomar uma posição de princípio contra a violação da soberania do Iraque e da região do Curdistão", afirmou Barzani.

A diplomacia iraquiana anunciou também a formação de uma comissão de inquérito para provar "à opinião pública iraquiana e internacional a falsidade das alegações dos responsáveis por estes atos condenáveis".

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