Ofgem (Office of Gas and Electricity Markets) justificou aumentos com as consequências da guerra na Ucrânia.
O regulador de energia britânico Ofgem (Office of Gas and Electricity Markets) aumentou esta sexta-feira em 80% o preço máximo da energia no Reino Unido, em grande parte devido às consequências da guerra na Ucrânia, justificou.
O regulador calcula que o custo médio anual com a energia de um agregado familiar suba para 3.549 libras (4.203 euros), contra 1.971 libras (2.335 euros) de há seis meses, quando o preço já tinha subido 54%.
"O preço da energia atingiu níveis recorde impulsionado por um ato económico agressivo por parte do Estado russo. Eles [russos] desligaram lenta e deliberadamente o fornecimento de gás à Europa, causando danos às nossas famílias, empresas e economia em geral. O Ofgem não tem outra escolha senão refletir estes aumentos de custos no preço máximo", afirmou o presidente do regulador, Jonathan Brearley.
Segundo a entidade, desde dezembro os preços da energia aumentaram 360% nos mercados internacionais, um resultado da procura internacional e também da guerra.
O preço máximo da energia [price cap] é estipulado para os clientes domésticos em Inglaterra, País de Gales e Escócia em termos de unidade de gás e eletricidade e o custo de estarem ligados à rede.
Esta medida limita a margem de lucro das empresas fornecedoras, mas não se aplica na Irlanda do Norte, onde têm existido aumentos de tarifas sucessivas.
O governo britânico já determinou um pagamento de 400 libras (474 euros) por agregado familiar para reduzir as contas entre outubro e março, além de apoios adicionais a famílias com rendimentos baixos, inválidos e reformados.
Porém, o ministro das Finanças britânico, Nadhim Zahawi, disse esta sexta-feira estar a trabalhar em mais opções para o sucessor de Boris Johnson, que deverá entrar em funções em 06 de setembro, aplicar "o mais rapidamente possível".
O novo preço máximo entrará em vigor a 01 de outubro, estando prevista uma nova atualização dentro de três meses, em vez dos seis meses anteriores.
A consultora Cornwall Insight fez esta sexta-feira uma revisão em alta e previu que valor aumente para 5,386 libras (6.378 euros).
O Reino Unido não é exceção em termos internacionais do impacto do aumento do preço do gás natural, um recurso usado por muitos países para produzir eletricidade, para o aquecimento das casas e considerado essencial por alguns setores industriais de uso mais intensivo.
Esta situação está a afetar o crescimento económico do Reino Unido e o Banco de Inglaterra alertou recentemente para os perigos de uma recessão.
Instituições de caridade, responsáveis pela saúde pública e até empresas de energia alertam também para efeitos "catastróficos sobre as pessoas mais pobres" que já lutam para pagar o essencial, pois os salários não foram atualizados.
Cerca de um milhão de famílias com baixos rendimentos tiveram de assumir novas dívidas ou cobrir os gastos essenciais, de acordo com um estudo publicado em maio pela Fundação Joseph Rowntree, uma organização sem fins lucrativos que acompanha as situações de pobreza do Reino Unido.
Os sindicatos de setores como os transportes, recolha do lixo, correios e portos têm respondido com greves para exigir um aumento de salários que acompanhem a subida da inflação, que chegou aos 10,1% em julho
Entretanto, um denominado movimento "Don't Pay" ("Não Pagues") está em campanha para mobilizar pelo menos um milhão de pessoas que se comprometam a não pagar as contas de energia (gás e eletricidade) se o aumento anunciado hoje for implementado no dia 01 de outubro.
"Todas as pessoas com quem falamos pensa que os aumentos de preços que já temos e que vamos ter no dia 01 outubro 'são uma piada de mau gosto' e vão levar as pessoas ao limite", disse Jeffrey James, um dos organizadores da campanha "Don't Pay", em declarações à agência Associated Press (AP).
Segundo este ativista, os britânicos estão "a ser empurrados para a pobreza e os que já enfrentam a pobreza vão estar perante situações de 'vida ou de morte' durante o próximo inverno".
"Este é o nível de descontentamento e de desespero de que estamos a falar", disse ainda Jeffrey James.
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