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Rei de Espanha pede reforço do "pilar europeu" no quadro da NATO

Depois de lembrar a entrada em simultâneo de Portugal e Espanha na União Europeia, há 40 anos, Felipe VI pediu a defesa dos "valores fundacionais" da comunidade europeia.

20 de fevereiro de 2026 às 16:27

O Rei de Espanha defendeu esta sexta-feira o fortalecimento do "pilar europeu no quadro da NATO", num discurso perante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que realçou que países como Portugal entendem a "importância do vínculo transatlântico".

Depois de lembrar a entrada em simultâneo de Portugal e Espanha na União Europeia, há 40 anos, Felipe VI pediu a defesa dos "valores fundacionais" da comunidade europeia e considerou que é preciso também preservar as relações transatlânticas e a Aliança Atlântica (NATO, a organização de cooperação em defesa de países da Europa e da América do Norte).

"Devemos, em simultâneo, ser capazes de fortalecer o pilar europeu no quadro da Aliança Atlântica, que continua a ser uma referência geopolítica insubstituível. Porque a importância do vínculo atlântico - e poucos países entendem isto melhor do que Portugal - transcende qualquer conjuntura e apoia-se em ideias tão básicas como irrenunciáveis: a democracia, o Estado de Direito e as liberdades individuais", afirmou.

O Rei de Espanha falava no Palácio Real de Madrid, onde esta sexta-feira recebeu Marcelo Rebelo de Sousa, com honras militares, numa das últimas visitas oficiais do Presidente da República como chefe de Estado, funções que termina em 09 de março.

Felipe VI fez um discurso parcialmente em português no brinde do almoço em honra de Marcelo de Rebelo de Sousa que decorre no Palácio Real, com cerca de 100 convidados, e em que está também a rainha espanhola, Letizia, e o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez.

O chefe de Estado espanhol confirmou que irá a Lisboa para a tomada de posse do novo Presidente português, António José Seguro, com quem disse que continuará a trabalhar "em prol desta magnífica era" na relação luso-espanhola.

As primeiras palavras de Felipe VI nesta intervenção foram sobre a sucessão de tempestades que atingiu a Península Ibérica nas últimas semanas, tendo manifestado "imenso pesar" pelas vítimas do mau tempo em Portugal.

"A adversidade volta a mostrar-nos até que ponto partilhamos grande parte do que somos", defendeu o Rei de Espanha, que se congratulou por os dois países, depois de épocas de "costas voltadas", terem "aprendido as lições da história" e esta sexta-feira compreenderem que a "interdependência" entre ambos é "um ativo enorme" de que não podem nem devem prescindir.

Felipe VI congratulou-se, assim, por Portugal e Espanha esta sexta-feira cooperarem e partilharem visões em diversos níveis, bilaterais e multilaterais, dando como exemplo o combate aos incêndios, a "integração cada vez maior" das economias de Portugal e Espanha, a União Europeia, a NATO e a perceção da "importância do vínculo transatlântico" ou a comunidade de países ibero-americanos.

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