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Reino Unido: A crise dos reféns na Argélia ainda "está em curso"

A crise dos reféns na Argélia, onde vários estrangeiros foram sequestrados por um grupo islamita num campo de gás, está ainda "em curso", disse hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

18 de janeiro de 2013 às 09:19

Apesar de informações provenientes de Argel, segundo as quais a operação para resgatar os reféns tinha terminado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido afirmou hoje, num comunicado citado pela agência EFE, que a situação ainda "está em curso" e que o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, falou na quinta-feira por duas vezes com o seu homólogo argelino, Abdelmalek Sellal.

Pelo menos um cidadão britânico morreu no assalto desencadeado por rebeldes islamitas na quarta-feira num campo de gás operado pela multinacional British Petroleum (BP), no sudeste da Argélia, próximo da fronteira com a Líbia.

"A nossa prioridade continuará a ser garantir a segurança dos britânicos e dos seus companheiros de trabalho. Não podemos dar nenhum detalhe que possa pôr em perigo as suas vidas. Mas trabalhamos contra-relógio para resolver a crise", sublinha o Ministério.

O Governo britânico expressou na quinta-feira desagrado por não ter sido informado previamente pelas autoridades argelinas da sua decisão de intervir militarmente para tentar libertar os reféns, havendo informações de que vários terão morrido durante o ataque.

Também o ministro japonês dos Negócios Estrangeiros convocou hoje o embaixador da Argélia em Tóquio a propósito da tomada dos reféns, entre os quais se encontram cidadãos japoneses.

Após o assalto lançado na quinta-feira pelo exército argelino, o Primeiro-Ministro japonês, Shinzo Abe, protestou junto do seu homólogo argelino, pedindo-lhe a suspensão imediata da operação.

O Governo argelino não forneceu ainda nenhum balanço da operação, referindo apenas a existência de "um número importante de reféns libertados e infelizmente alguns mortos e feridos".

Entretanto, o porta-voz do Governo filipino anunciou hoje que 34 dos trabalhadores filipinos no campo de gás de Amena já conseguiram sair do país, tendo um outro trabalhador filipino escapado pelos seus próprios meios na companhia de um cidadão japonês.

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