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Repórteres agredidos por simpatizantes de Dilma

Operador de câmara e repórter foram agredidos ao vivo.

12 de maio de 2016 às 16:20

Vários repórteres que faziam a cobertura da saída de Dilma Rousseff do palácio do governo esta quinta-feira foram agredidos por simpatizantes da presidente afastada e por seguranças da própria presidência da República. Os profissionais mais visados foram os da Tv Globo, acusada pelo Partido dos Trabalhadores, por Dilma e por Lula da Silva de estar por trás do que eles classificam como um golpe de Estado.

O operador de câmara Wesley Araruna e o repórter Marcelo Cosme, que faziam a cobertura para o canal Globo News, foram agredidos ao vivo. Wesley chegou a ser atirado ao chão e teve a câmara arrancada das mãos, e Marcelo ficou com marcas das agressões no rosto ao tentar socorrer o companheiro de trabalho.

As agressões, a que a segurança presidencial e a polícia assistiram sem intervir para defender os jornalistas, aconteceram quando Dilma deixou o interior do Palácio do Planalto e desceu a rampa de acesso, acompanhada por Lula e aliados, para falar com manifestantes ligados a movimentos sociais próximos ao PT.

Logo à saída do edifício, a segurança, que deixou passar outros órgãos de comunicação social para seguirem Dilma, bloqueou a passagem dos repórteres da Globo, agredidos em seguida.

A transmissão não chegou a ser interrompida, pois os profissionais da Globo News continuaram a trabalhar mesmo após as agressões, assim que Wesley recuperou a câmara. No entanto, a transmissão ficou sem som durante algum tempo em consequência da violência.

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