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Rússia pode recorrer a armas nucleares

Numa sessão do Conselho de Segurança Russo, que teve lugar na passada sexta-feira, o presidente Dmitry Medvedev aprovou uma actualização à sua doutrina militar que reitera o apoio às mesmas políticas militares que constavam no documento de 2000.

10 de fevereiro de 2010 às 12:18

Tal como o documento anterior, também este realça a necessidade de evitar ameaças e justifica o uso da força militar em caso de defesa nacional.

 

Esta resolução gera especial polémica, se tivermos em conta os acontecimentos  que ocorreram desde há uma década até hoje, nomeadamente, as guerras da Georgia, Afeganistão e Iraque.

O documento intitulado 'Bases da política da Federação da Rússia no domínio da dissuasão nuclear', define a posição do país em matéria de  dissuasão, o seu papel e lugar no sistema de segurança nacional, explica a agência Lusa.  

Segundo o documento, o carácter e a envergadura do emprego, pela Rússia,  de armas nucleares em resposta a uma agressão dependerá, em primeiro lugar, da eficácia das medidas políticas, diplomáticas, militares e outras que  precedam ao recurso à arma nuclear.  

A decisão de emprego de armas nucleares será prerrogativa exclusiva  do Presidente da Rússia. 

Por outro lado, esta resolução expressa uma particular insatisfação para com a Nato, queixando-se do crescimento das suas infra-estruturas militares, próxima da fronteira com a Rússia, alertou o director do Centro de  Assuntos Político-Militares do Instituto Hudson, nos EUA.

Confrontado com esta notícia, o secretário-geral da Nato, Anders Fogh Rasmussen, já fez saber que não teme esta nova doutrina, uma vez que ‘a NATO não é inimiga da Rússia’.

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