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Rússia promove nova campanha de censura no acesso à Internet

Ministro do Desenvolvimento Digital, Maxud Shadayev, afirmou que o objetivo é "reduzir o uso de VPN", especialmente nas grandes cidades e entre a população mais jovem.

31 de março de 2026 às 11:23

O governo da Federação Russa lançou uma nova campanha de censura no acesso à Internet, limitando as redes VPN (Virtual Private Network), que permitem consultar conteúdos considerados proibidos pelas autoridades de Moscovo.

O ministro do Desenvolvimento Digital, Maxud Shadayev, afirmou que o objetivo é "reduzir o uso de VPN", especialmente nas grandes cidades e entre a população mais jovem.

O mesmo responsável político disse que as medidas destinam-se a "restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras", as quais, supostamente, não respeitam a legislação russa em termos de segurança e luta contra o terrorismo.

Referindo-se à plataforma digital Telegram, Shadayev adiantou que houve tentativas "em vão" de chegar a um acordo, designadamente para impor custos extra no caso de o tráfego de dados internacionais mensal ultrapassasse 15 gigabytes.

Por exemplo, devido às pressões das autoridades russas, a gigante informática Apple teve de retirar do seu serviço App Store no país várias aplicações com VPN que permitiam o acesso a conteúdos censurados.

O fundador do Telegram, Pavel Durov escreveu na rede social X que a "Apple acaba de eliminar várias aplicações VPN da App Store russa, particularmente as que ajudavam os utilizadores a 'fintar' a censura, com base na Deep Packet Inspection (DPI, sistema de análise do tráfego)".

Segundo Durov, a Apple "colocou-se ao lado da censura russa porque teme perder as receitas do mercado russo".

A câmara baixa do parlamento russo rejeitou esta terça-feira a ideia de que uma proibição total de VPN tenha sido sequer considerada. Quanto às multas, a Comissão de Política de Informação aprovou-as apenas nos casos em que as VPN forem utilizadas para cometer crimes.

O bloqueio do Telegram, principal fonte de informação e comunicação para mais de 100 milhões de pessoas na Rússia, poderá entrar em vigor quarta-feira, embora algumas fontes acreditem que as autoridades possam reverter a decisão ou adiá-la para depois das eleições parlamentares de setembro.

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