Em janeiro passado, Donald Trump chamou ao salão "presente para os Estados Unidos" e defendeu-o publicamente de forma consistente.
O salão de baile que Donald Trump começou a construir na Casa Branca custará até 600 milhões de dólares, metade dos quais financiados com fundos públicos, contrariando o que o Presidente norte-americano alegou, noticiou esta noite o Washington Post.
Um resumo do projeto, elaborado para o Governo republicano pela empresa responsável pela obra e do qual o jornal obteve uma cópia, estimava o custo em 600 milhões de dólares (517 milhões de euros, à taxa de câmbio atual) no início de março, com metade a ser paga pelos contribuintes norte-americanos.
Os documentos da Clark Construction "mostram que as estimativas internas de custos eram significativamente mais elevadas do que aquilo que os funcionários do governo reconheceram nas suas declarações públicas ou documentos judiciais", destacou o Post.
"Mostram também que, desde o início, o projeto foi concebido para depender fortemente do dinheiro dos contribuintes", acrescentou.
O projeto, um dos mais ambiciosos realizados neste famoso local em mais de um século, tem crescido constantemente. O seu orçamento projetado, financiado principalmente por doações privadas, já tinha aumentado de 200 milhões de dólares para 400 milhões de dólares.
Em janeiro passado, Donald Trump chamou ao salão "presente para os Estados Unidos" e defendeu-o publicamente de forma consistente.
A Casa Branca sublinhou esta terça-feira à agência France-Presse (AFP) que a maior parte do projeto está a ser financiada pelo próprio Presidente e por doadores.
"O Presidente Trump e generosos patriotas americanos estão a contribuir com aproximadamente 400 milhões de dólares para o salão de baile, o que o tornará um local seguro e adequado para os presidentes durante décadas", indicou o porta-voz Davis Ingle.
A "potencial ameaça" frustrada pelo FBI no domingo, durante um evento de Mixed Martial Arts (MMA), "demonstra perfeitamente porque é que a renovação da Ala Leste é necessária para estes grandes eventos", acrescentou, sublinhando que o projeto estava "inextricavelmente ligado" a questões de segurança.
Donald Trump afirmou que o telhado do salão de baile iria albergar drones e a cave, um hospital.
A construção está a ser contestada judicialmente pelo National Trust for Historic Preservation (NTHP, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos incumbida pelo Congresso de preservar edifícios históricos.
Desde o ataque ocorrido no evento de imprensa em que Donald Trump participou no final de abril, num hotel de Washington, que o Governo tem invocado imperativos de "segurança nacional" para remover os obstáculos à sua construção.
O Presidente republicano já tinha provocado uma onda de protestos ao ordenar a demolição de uma ala inteira da Casa Branca para a concretização deste projeto.
O futuro salão deverá ter capacidade para até mil pessoas em receções e jantares.
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