Projeto foi inicialmente apresentado como totalmente financiado por privados. Donald Trump classificou o espaço como um "presente" ao país.
O projeto de construção de um novo salão de baile na Casa Branca, inicialmente apresentado como totalmente financiado por privados, poderá afinal representar um custo de mil milhões de dólares (920 milhões de euros) para os contribuintes norte-americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha afirmado anteriormente que o espaço seria oferecido como um "presente" ao país, com um custo estimado entre 300 e 400 milhões de dólares (280 e 370 milhões de euros), sem qualquer recurso a fundos públicos.
No entanto, desenvolvimentos recentes no Senado norte-americano indicam um cenário diferente. Legisladores republicanos incluíram no pacote legislativo um montante adicional destinado a "ajustes e melhorias de segurança" associados ao projeto, elevando o custo potencial total para cerca de mil milhões de dólares (920 milhões de euros).
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A mudança surge na sequência de um incidente de segurança recente, em que um homem foi acusado de tentar assassinar o presidente durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Este episódio reforçou os argumentos de alguns republicanos sobre a necessidade de um espaço mais seguro para eventos oficiais.
Do lado democrata, surgem críticas à alteração do financiamento. O senador Richard Blumenthal classificou a situação como uma "troca enganosa", acusando a administração de prometer financiamento privado e, posteriormente, transferir o encargo para os contribuintes. Também o senador Chris Coons criticou o projeto, afirmando que este representa mais um exemplo de promessas não cumpridas, além de levantar preocupações sobre a demolição da histórica Ala Este da Casa Branca sem consulta pública adequada.
Por outro lado, alguns republicanos defendem o investimento público, sublinhando a importância da segurança presidencial. O senador Kevin Cramer argumentou que os riscos crescentes justificam despesas adicionais para proteger o chefe de Estado. Já o senador Lindsey Graham propôs mesmo legislação para financiar integralmente o salão com dinheiro público, considerando imprudente continuar a realizar eventos em locais externos, como hotéis.
Organizações como o National Trust for Historic Preservation intentaram ações judiciais para travar o projeto, alegando preocupações com a preservação histórica da Casa Branca. Ainda assim, um tribunal federal de recurso permitiu que a construção avance provisoriamente.
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