Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
De cor verde, pernas longas e aos saltos, não mostraram dó nem piedade quando decidiram ocupar a Austrália, provocando o receio entre os habitantes locais, incapazes de travar a invasão. O cenário é em tudo idêntico e um qualquer filme de ficção científica, mas os protagonistas não são extraterrestres e sim... uma espécie de sapos.
Os biólogos não têm palavras para explicar os factos, que parecem ir contra as mais básicas teorias da evolução. Mas os anfíbios, introduzidos em Queensland em 1935 para combater pragas, conseguiram transformar-se em poucos anos e adquirir novas características, como as pernas mais longas, que lhes permitem chegar cada vez mais longe.
Os amantes de pernas de rã podem aplaudir o facto de terem mais para comer, mas os especialistas consideram a descoberta alarmante. É que a evolução significa que não só os sapos se podem espalhar pelo continente australiano com mais facilidade, mas ainda que, dadas as condições ideais, a evolução animal pode ocorrer em apenas décadas, como o que aconteceu com os sapos.
As implicações deste facto, descrito por uma equipa de cientistas na revista ‘Nature’, são importantes para os animais, mas também para os humanos, sobretudo os que apostam em determinadas espécies para controlar pragas. A partir de agora, já não há garantias que o método não se possa transformar, por si só, num problema.
CADA VEZ MAIS RÁPIDOS
Richard Shine, biólogo da Universidade de Sydney, não tem dúvidas de que o objectivo dos sapos é apenas um: chegar mais longe, a territórios por explorar e o mais depressa possível. Uma certeza que resulta de um encontro com um grupo destes anfíbios, que lhe cortaram o caminho quando circulava por uma estrada em direcção a Darwin.
Desde então, apesar de ser especialista em cobras, decidiu conhecer melhor os sapos que seguiu e analisou durante anos, concluindo que são capazes de se deslocar até uma distância de dois quilómetros por noite. E não só tinham pernas mais compridas, como os que saltavam mais depressa conseguia os melhores charcos. Aos outros restava apenas continuar o caminho ou morrer.
E é o que têm feito. Cada vez mais depressa. Longe vão os onze quilómetros anuais que percorriam em 1950. Hoje, correm em média 48. Um esforço que, acreditam os especialistas, prova que quando as condições mudam, os animais se adaptam.
O BICHO QUE SE TRANSFORMOU NUMA PRAGA
Matam cobras, lagartos, pássaros aquáticos e até mesmo crocodilos. E poucos são os que os conseguem matar, uma vez que são tóxicos para a maioria dos animais. Pertencem à espécie ‘bufo marinus’ e ninguém é capaz de contabilizar quantos são, ao todo, na Austrália. Os especialistas falam em milhões, que ocupam mais de 500 mil metros quadrados daquela nação, com uma densidade de qualquer coisa como dois mil sapos por hectare nas regiões mais a Norte.
Fazem criação em qualquer local com água, onde depositam uma grande quantidade de ovos várias vezes por época.
Em 1935, a Austrália decidiu comprar esta espécie de sapos, para fazer frente a uma praga de insectos que atacava a produção de canas de açúcar. Ao todo, foram comprados 102, que se reproduziram e foram libertados nos canaviais. No entanto, porque não conseguiam saltar alto, os sapos foram incapazes de eliminar os bichos, tornando-se numa praga.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.