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SARAMAGO ROMPE COM FIDEL

O escritor português José Saramago mostrou-se desiludido com a decisão do regime de cubano de executar três homens, envolvidos no sequestro de um ferry-boat no dia 2 de Abril. O prémio Nobel da literatura quebra assim o apoio que sempre manifestou a Fidel Castro.

14 de abril de 2003 às 18:37

"Cuba não ganhou nenhuma batalha heróica fuzilando esses três homens, mas perdeu a minha confiança, destruiu as minhas esperanças e defraudou as minhas expectativas", escreveu Saramago num artigo de opinião publicado no jornal espanhol "El País".

"De agora para a frente Cuba seguirá seu caminho sem o meu apoio”, escreveu o escritor português.

No jornal espanhol Saramago escreveu ainda que “sequestrar um barco ou um avião é crime severamente punível em qualquer país do mundo, mas não se condenam à morte os sequestradores, sobretudo tendo em conta que não houve vítimas" no dito sequestro.

Na sexta-feira, o governo cubano anunciou a condenação à morte dos três principais autores do sequestro de um “ferry”.

“Devido ao carácter muito perigoso dos acontecimentos e à conduta dos acusados, os três principais responsáveis pelo sequestro, os mais activos e mais brutais, foram condenados à pena capital e executados”, comunicou o Governo, num documento lido televisão cubana.

O grupo, que envolvia 11 pessoas, pretendia fugir para os Estados Unidos. Para além dos três autores, quatro dos seus cúmplices foram condenados a prisão perpétua, um outro a 30 anos de prisão, enquanto as três mulheres do grupo foram condenadas a cinco, três e dois anos de detenção.

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