Líder interino da Câmara dos Deputados mandou repetir votação.
O presidente interino da Câmara dos Deputados do Brasil, Waldir Maranhão, no cargo há apenas cinco dias, anulou na segunda-feira a votação que aprovou o processo de destituição de Dilma Rousseff, abrindo uma crise institucional com o Senado, que se recusou a acatar a decisão e mantém a intenção de votar amanhã o afastamento da presidente.
A decisão de Maranhão surpreendeu e chocou políticos, juristas e cidadãos. A Ordem dos Advogados do Brasil considerou a medida ilegal e anunciou, tal como a oposição, ir recorrer ao Supremo Tribunal para manter o processo de destituição no Senado.
Waldir Maranhão deu razão a um recurso interposto pela defesa de Dilma, que alegou várias irregularidades processuais na forma como decorreu a votação na Câmara dos Deputados, a 17 de abril, incluindo a orientação de voto pelos partidos e a falta de oportunidade para a presidente se defender no plenário. Maranhão - que votou contra o afastamento de Dilma - ordenou, por isso, o regresso do processo à Câmara e a realização de uma nova votação.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, recusou, no entanto, acatar a decisão de Maranhão, que considerou "ilegal" e um ato de desespero dos aliados de Dilma de forma a ganhar tempo para tentar evitar a destituição da presidente.
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