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Sondagens indicam Syriza como primeira força política

O Syriza pode mesmo conseguir a maioria absoluta.

25 de janeiro de 2015 às 18:52

O Syriza, partido anti asteridade da Grécia, liderado por Alexis Tsipras, venceu as legislativas ao conseguir entre 35,5 por cento e os 39,5 por cento dos votos, segundo as primeiras sondagens logo após o encerramento das urnas.

De acordo com os resultados destas primeiras projeções, o Syriza pode mesmo conseguir a maioria absoluta, que se traduz em 151 lugares no parlamento, com 300 deputados no total, conseguindo entre 146 e 158 parlamentares. Os conservadores da Nova Democracia, o partido do primeiro-ministro Samaras, conseguiram, segundo as primeiras sondagens, entre 23 e 27 por cento dos votos, o que significa entre 65 e 67 lugares no parlamento.

A terceira força política está a ser disputada pelos neonazis do Aurora Dourada e os centristas do partido To Potami (O Rio) ambos com entre 6,4 por cento e 08 por cento, o que indica 17 a 22 lugares no parlamento de Atenas. Seguem-se os comunistas do KKE, com um resultado entre os 4,7 por cento e os 5,7 por cento (13 a 16 deputados) e os socialistas do PASOK, que faziam parte da coligação governamental, do vice-primeiro-ministro Evangelos Venizelos, com entre 4,2 por cento e os 5,2 por cento dos votos (entre 12 a 15 deputados).

Em último lugar está a formação Gregos Independentes (direita nacionalista) com entre 3,5 por cento e 5,5 por cento (10 a 13 deputados) e o recém-criado partido Movimento Socialista Democrático fundada recentemente pelo ex-líder do PASOK e antigo-primeiro-ministro Georges Papandreu, com entre 2,2 por cento e 3,2 por cento dos votos, arriscando-se a não conseguir nenhum deputado, ou em caso de ultrapassar os três por cento dos votos eleger até oito parlamentares.

As sondagens que estão a ser citadas pela AFP foram realizadas por cinco institutos especializados. De acordo com as primeiras leituras feitas pelo diretor do Instituto ALCO, Kostas Panagopulos, que realizou uma das cinco projeções, a Nova Democracia cedeu votos a todos os partidos, em especial ao Syriza e o mesmo aconteceu aos socialistas do PASOK.

Cerca de dez milhões de gregos inscreveram-se para votar nas legislativas

De acordo com o Ministério do Interior só durante a próxima hora se pode contar com as "primeiras projeções fiáveis". Cerca de dez milhões de gregos estavam registados para votar nas legislativas antecipadas que decorreram sem incidentes, a não ser situações pontuais relacionadas com o mau tempo que se fez sentir em algumas regiões da Grécia.

Os gregos elegem 300 deputados: 238 eleitos pelas cinquentas circunscrições do país e 12 deputados (geralmente personalidades nacionais) que são eleitos a partir das "listas do Estado". O partido vencedor dispõe de um bónus de cinquenta assentos suplementares e apenas os partidos que conseguem mais de três por cento dos votos conseguem lugares no parlamento.

As eleições legislativas antecipadas foram marcadas no passado mês de dezembro na sequência da derrota parlamentar do primeiro-ministro Samaras que não conseguiu fazer passar na assembleia o nome de Stavros Dimas, ex-comissário europeu, proposto para o cargo de Presidente da República. A Nova Democracia perdeu as três votações previstas constitucionalmente para a eleição do chefe de Estado.

A Constituição grega prevê que a nova câmara de deputados que emana destas eleições legislativas proceda de imediato ao processo de votação parlamentar do novo presidente da República.

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