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Supremo do Brasil decreta prisão de mais um deputado

João Paulo Cunha é o quarto congressista a ser preso na sequência do caso 'Mensalão'.

06 de janeiro de 2014 às 22:31

O deputado federal brasileiro João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, teve a prisão decretada esta segunda-feira, pelo Supremo Tribunal Federal. Cunha foi condenado em 2012 a nove anos e quatro meses de prisão por envolvimento na fraude que ficou conhecida como 'Mensalão', ocorrida no governo de Lula da Silva.

João Paulo Cunha continuava em liberdade enquanto aguardava que a máxima corte do país analisasse os recursos que instaurou contra a sentença, mas esses recursos foram rejeitados em definitivo nesta segunda-feira, depois de longo processo. Logo após ter negado os recursos e dado o julgamento de Cunha encerrado, o presidente do supremo, Joaquim Barbosa, decretou a sua prisão.

O deputado é o quarto congressista a ter prisão decretada por envolvimento naquele escândalo de corrupção, descoberto em 2005. Os outros três, José Genoíno, Pedro Correa e Valdemar da Costa Neto, todos já presos, renunciaram aos mandatos parlamentares assim que tiveram as prisões decretadas, e na noite de segunda-feira esperava-se que João Paulo Cunha fizesse o mesmo e, tal como os outros, se entregasse à polícia.

Além desses quatro, mais 14 arguidos tiveram as prisões decretadas desde Novembro, entre eles o ex-ministro-chefe de Lula, José Genoíno, banqueiros, ex-deputados, líderes do Partido dos Trabalhadores e o publicitário Marcos Valério, condenado a mais de quarenta anos de cadeia como operador da fraude.

Recorde-se que o caso 'Mensalão' consistia no desvio de milhões dos cofres de empresas públicas para dar uma espécie de mesada a aliados de Lula, que em troca votavam incondicionalmente a favor de propostas do então presidente. O escândalo foi denunciado por um também aliado de Lula, o então deputado Roberto Jefferson, igualmente condenado no julgamento mas ainda em liberdade enquanto os seus recursos não são julgados em definitivo, e que resolveu contar tudo quando o Partido dos Trabalhadores, de Lula e Dilma, tentou acusá-lo de comandar sozinho a mega-fraude para desviar o foco do governo.

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