No âmbito de investigação por suspeitas de corrupção.
1 / 5
O Supremo Tribunal Federal brasileiro, STF, determinou na noite desta segunda-feira a quebra do sigilo bancário do presidente do país, Michel Temer, no âmbito de mais uma investigação contra ele por suspeita de corrupção. A quebra do sigilo de Temer foi autorizada pelo juiz Luís Roberto Barroso, relator do inquérito que apura denúncias de que o presidente brasileiro beneficiou a empresa de amigos de um assessor na concessão do porto de Santos, o maior do Brasil.
Além de Temer, o primeiro presidente brasileiro no exercício do cargo a ter um sigilo quebrado pela justiça, tiveram os sigilos quebrados pelo mesmo magistrado os donos da empresa supostamente beneficiada, a Rodrimar, o ex-assessor especial da presidência Rodrigo da Rocha Loures (flagrado no ano passado a receber uma mala repleta de dinheiro que alegadamente era parte de "luvas" direccionadas ao chefe de Estado) e outras pessoas do ciclo presidencial mais restrito. Entre elas o advogado José Yunes, também já flagrado a receber milhões mais uma vez alegadamente destinados a Temer, e o ex-coronel João Batista Lima Sobrinho, considerado um "testa-de-ferro" do presidente.
Neste inquérito, aberto por Luís Roberto Barroso em Setembro do ano passado, Temer é suspeito de ter sido recompensado de forma ilegal para editar um decreto que, também de forma irregular, beneficiou a Rodrimar, que detém a concessão do porto da cidade de Santos. A intermediação teria sido feita pelo então assessor especial de Temer Rodrigo Rocha Loures, que chegou a ser preso por outro escândalo, este último ligado ao recebimento de "luvas", mais uma vez supostamente destinadas a Temer, pagas pela JBS, maior productor mundial de proteína animal.
Esta terça-feira, fontes próximas a Temer revelaram sob sigilo que ele ficou absolutamente espantado e furioso ao saber que o STF tinha mandado abrir o seu sigilo. Entre outros motivos porque, acrescentam essas fontes, o presidente não foi oficialmente comunicado, tendo sabido da quebra através da imprensa.
Ainda na noite de segunda, Temer, logo após a notícia começar a circular, afirmou que ele mesmo iria pedir ao Banco Central que lhe enviasse todos os extractos bancários do período citado na decisão de Luís Roberto Barroso. E que, como já sabia que os extractos iam vazar, Temer iria antecipar-se e disponibilizar os documentos à imprensa.
Na sexta-feira, outro juiz do STF, Luiz Edson Fachim, relator no tribunal superior dos processos da operação anti-corrupção Lava Jato envolvendo políticos com privilégio de foro, incluiu Michel Temer num outro inquérito por corrupção, este relativo a "luvas" supostamente pagas ao presidente pela constructora Odebrecht. No ano passado, Temer foi alvo de duas denúncias da Procuradoria-Geral da República por corrupção e formação de organização criminosa, mas conseguiu Pará-las no Congresso, que tem a última palavra quando se trata de processos contra o chefe de Estado, depois de disponibilizar milhares de milhões de euros para obras e projectos de parlamentares. (FIM).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.