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TACV negoceia libertação de avião retido na Holanda

Boeing 737 da TACV foi retido por falhas no pagamento a fornecedores.

29 de fevereiro de 2016 às 20:02

A empresa Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) considerou esta segunda-feira "inesperada" e "imprevisível" a imobilização de um avião da companhia na Holanda, adiantando que está em negociações para libertar o aparelho.

Em comunicado, o Conselho de Administração da TACV informa que o Boieng 737-800 está retido no aeroporto de Amesterdão desde as 18h30 horas de sábado, adianta que "continua em intensas negociações com o credor" e manifesta-se "confiante que mais este constrangimento será ultrapassado".

No mesmo comunicado, a TACV diz que tem estado a fazer pagamentos continuados à Aercap, proprietária do aparelho, tendo já conseguido reduzir a dívida em 75%.

"Face ao clima de negociação, pagamentos continuados e redução efetiva da dívida, a medida surge como inesperada dada a evolução dos factos", refere a TACV.

De acordo com a TACV, a dívida foi reduzida de 5,9 milhões de dólares (5,4 milhões de euros) em 2013 para 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) atualmente.

Ainda assim, reconhece que a Aercap "tem exigido a regularização total da dívida, mesmo após todos os esforços de pagamentos efetuados". "A imobilização do Boeing 737 acontece num momento em que a TACV estava em plena negociação com a empresa proprietária e nada fazia prever que uma medida extrema seria tomada", acrescenta a TACV.

A companhia cabo-verdiana sublinha que está em curso um plano de reestruturação da dívida "cuja antiguidade e volume obriga à execução de um programa de ação solidamente estruturado para a redução substancial dos custos operacionais e incremento de receitas, com vista a permitir a recuperação e a consolidação da empresa".

O Boeing 737 da TACV foi retido no sábado no aeroporto de Amesterdão por falhas no pagamento a fornecedores. A TACV tem enfrentado vários problemas financeiros, com o acumular de dívidas, cancelamentos e atrasos nos voos.

No final do ano esteve suspensa da câmara de pagamentos da Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) e em consequência teve que passar a fazer todos os pagamentos a pronto ou antecipadamente. Foi readmitida na câmara de pagamentos em janeiro. O Governo está a reestruturar a companhia com vista à sua privatização.

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