Antes de chegar ao Brasil, ditador terá ainda passado por Argentina e Paraguai.
Uma tese de doutoramento em jornalismo que uma judia brasileira residente em Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, centro-oeste do Brasil, está a preparar, defende que o ex-ditador da Alemanha, Adolf Hitler, fugiu para o Brasil e terá vivido nesse país da América do Sul até 1984, quando terá morrido aos 95 anos.
Na versão oficial, Hitler e a sua amante, Eva Braun, suicidaram-se no bunker do então líder da Alemanha em Berlim em 1945, quando a cidade foi tomada pelas tropas soviéticas.
Simoni Renée Guerreiro Dias, que é formada em Educação Artística e está a preparar a tese para doutoramento em Jornalismo, nega a versão oficial e diz que Hitler, na verdade, simulou o suicídio e, com a ajuda de aliados que tinha no Vaticano, fugiu da Alemanha.
Sem Eva, sobre a qual a doutoranda não se debruça, Adolf Hitler terá fugido para a Argentina, de onde foi para o Paraguai, e, daí, para o Brasil.
Ainda de acordo com Simoni, que usou o que já conseguiu até aqui de informações para a tese para escrever o livro 'Hitler no Brasil - Sua Vida e Sua Morte', o führer instalou-se na pequena Nossa Senhora do Livramento, atualmente com 11 mil habitantes, a 42 km da capital do estado, passando a usar o nome de Adolf Leipzig.
Para Simoni, o apelido escolhido pelo suposto Hitler já é um indício, pois o ditador era apaixonado pela obra do compositor Bach, que nasceu em Leipzig.
A investigadora começou a investigar a alegada presença de Hitler em Nossa Senhora do Livramento depois de tanto ouvir histórias dos habitantes sobre um estrangeiro que tinha vivido na cidade até meados dos anos 80 do século passado e que se parecia muito com o ex-todo poderoso chefe do III Reich.
Ao conseguir uma fotografia, tirada em 1982, de Adolf Leipzig, Simoni ficou impressionada com a semelhança do “alemão velho”, como o homem era chamado pelos habitantes locais, com Hitler e ficou definitivamente convencida depois de manipular o retrato no computador e colocar um bigode no rosto do fotografado.
Finalmente convencida, ela aprofundou a pesquisa e descobriu o que considera outras evidências.
Como relatos de que, quando Adolf Leipzig precisou ser internado num hospital de Cuiabá em 1979, uma freira polaca sobrevivente do holocausto reconheceu Hitler e teve um surto.
A tese de Simoni já recebeu fortes críticas de historiadores, que a acusam de ter pouca consistência histórica, mas ela diz ter um trunfo que poderá comprovar a sua versão.
Simoni conseguiu autorização para exumar os restos mortais de Adolf Leipzig, que estavam enterrados numa cova assinalada apenas com um pedaço de madeira sem nome, e vai tentar fazer um exame de ADN usando como comparativo um alegado descendente de Hitler que, curiosamente, a pesquisadora diz viver em Israel.
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