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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Tóquio anuncia "preparativos" para conversa com Presidente iraniano

Segurança de navegação pelo Estreito de Ormuz deverá ser o tema abordado.

07 de abril de 2026 às 08:30

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou esta terça-feira que decorrem "preparativos" para uma conversa telefónica com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que deverão abordar a garantia por Teerão da segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz.

"Afirmei ontem que estavam em curso preparativos para uma conversa telefónica com o Presidente iraniano", declarou Takaichi no Parlamento nipónico.

"Temos de comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irão, e é por isso que procuramos organizar conversas telefónicas com os presidentes de ambos os países", acrescentou, em declarações na comissão orçamental da Câmara Alta.

Tóquio anunciou esta terça-feira a libertação pelo Irão de um cidadão japonês detido desde janeiro, tendo a agência noticiosa Kyodo informado que se tratará do chefe da delegação em Teerão da emissora pública de televisão NHK.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, conversou por telefone na segunda-feira com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, a quem "manifestou a profunda preocupação com a prolongação da troca de ataques de retaliação (do Irão contra os países do Golfo) e reiterou a posição constante do Japão de que uma rápida desescalada da situação é de importância capital", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês.

"Além disso, exortou o Irão a empenhar-se sinceramente nos esforços diplomáticos atualmente em curso entre os países envolvidos", acrescentou o comunicado, divulgado na segunda-feira à noite.

O Japão é o quinto maior importador mundial de petróleo, sendo que mais de 90% deste provém do Médio Oriente, bem como cerca de 10% das importações de gás natural liquefeito (GNL).

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump voltou a criticar os aliados da NATO, bem como a Coreia do Sul, a Austrália e o Japão, por não terem apoiado os Estados Unidos na guerra no Irão.

Em contrapartida, sublinhou Trump, o número de tropas norte-americanas estacionadas no Japão ultrapassam os 50 mil efetivos militares.

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