Tribunais islâmicos avançam em Londres

O governo britânico está sob fogo cerrado após ter aprovado a criação de tribunais islâmicos, que vão aplicar a sharia. Estes novos tribunais estão a suscitar uma acesa controvérsia, com muitos opositores a considerarem-nos ilegais.
16.09.08
Tribunais islâmicos avançam em Londres
Muçulmanos já podem ser julgados no Reino Unido segundo a sharia Foto Neil Jones/Reuters

Os tribunais islâmicos vão julgar casos em que os intervenientes são muçulmanos. Os assuntos que vai julgar vão desde divórcios e violência doméstica a heranças e disputas financeiras. Um requisito necessário é que ambas as partes aceitem ser julgadas pela lei islâmica.

Foram criados tribunais islâmicos em Londres, Birmingham, Bradford, Manchester, Nuneaton e em Warwickshire, estando previstos mais dois, um em Glasgow e outro em Edimburgo.

A criação destes tribunais está a suscitar muita controvérsia. Dominic Grieve, secretário de Estado sombra para os Assuntos Internos, afirmou a propósito: "A lei britânica é absoluta e assim deve permanecer." O deputado conservador Philip Davies reforçou a ideia ao afirmar que apenas pode existir um sistema legal, neste caso a lei britânica. Os tories consideram que esta decisão pode favorecer os extremistas islâmicos. Perante as críticas, o governo justifica que apesar de os tribunais poderem julgar segundo a sharia, esta não faz parte da lei britânica.

Uma das preocupações levantadas é a posição da mulher, tendo já sido divulgado um caso de partilha de herança em que o juiz decidiu, segunda a sharia, que dois homens deveriam receber o dobro das suas três irmãs.

Relembre-se que no início deste ano o arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, considerou inevitável" o uso da sharia no Reino Unido.

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