Autoridades da Bielorrússia ainda não fizeram qualquer comentário sobre a alegada nova ronda de libertações.
O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que a Bielorrússia libertará mais 250 presos políticos, após negociações, realizadas na semana passada, entre o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, e um enviado norte-americano.
"Na semana passada, o meu enviado à Bielorrússia, John Coale, após negociar com o muito respeitado Presidente Alexander Lukashenko, garantiu a libertação de mais 250 presos políticos", destacou o inquilino da Casa Branca, numa mensagem publicada nas redes sociais no domingo.
Este último grupo de presos libertados, segundo Trump, eleva o número de detidos libertados "de forma generosa" pelo líder biolorruso em Minsk desde maio para "mais de 500".
As autoridades da Bielorrússia ainda não fizeram qualquer comentário sobre a alegada nova ronda de libertações.
"Gostaria de expressar a minha sincera gratidão ao Presidente [Lukashenko] por isso e aguardo com expectativa a oportunidade de me juntar a ele na próxima reunião do Conselho de Paz", disse Trump.
Lukashenko é um dos 27 membros fundadores do conselho criado pelo Presidente dos Estados, no âmbito da sua proposta de paz para a Faixa de Gaza.
O líder da Bielorrússia encontrou-se com John Coale, em Minsk, em 19 de março. Horas depois, as autoridades bielorrussas anunciaram a libertação de 250 presos políticos.
A jornalista da Belsat TV Ekaterina Andreyeva, nascida em 1993 e condenada a mais de oito anos de prisão por cobrir os protestos por fraude eleitoral, foi libertada, segundo o órgão de comunicação social da oposição Nasha Niva.
O seu marido, Igor Ilyash, também jornalista, foi várias vezes detido até ser finalmente condenado a quatro anos de prisão em setembro de 2025.
Entre os libertados, encontram-se também o 'blogger' Eduard Palchys, a ativista dos direitos humanos Nastia Loiko e os participantes em protestos Mikita Zalatariov, Serguei Maushuk, Kiril Kazei, Mikhail Kuleshov e Denis Zhelezko.
Esta foi a segunda reunião entre Coale e Lukashenko desde dezembro, quando os Estados Unidos levantaram parcialmente as sanções à Bielorrússia em troca da libertação de 123 presos políticos.
Depois da reunião, o enviado de Donald Trump anunciou na rede social X o levantamento de mais sanções impostas pelos Estados Unidos a Minsk.
Na mensagem, em que afirmou encontrar-se, na altura, na fronteira da Bielorrússia com a Lituânia, Coale classificou "a libertação de 250 pessoas" como um "avanço humanitário significativo", sem precisar a identidade dos libertados ou se eram prisioneiros políticos.
Poucos minutos antes, num vídeo transmitido pelos meios de comunicação estatais bielorrussos após as negociações, Coale tinha anunciado o levantamento das sanções a dois bancos bielorrussos, ao Ministério das Finanças, assim como a duas empresas do setor do potássio, um mineral utilizado na produção de fertilizantes.
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