Pentágono alerta para que o número de baixas poderá ser significativo.
O Pentágono – sede do Departamento de Defesa dos EUA, já entregou a Donald Trump o plano de tomada de assalto das ilhas iranianas. A operação, segundo o jornal Washington Post, envolve milhares de soldados e poderá levar semanas, ou até meses. O objetivo é ocupar e manter o controlo, durante um período prolongado, das áreas costeiras próximas do estreito de Ormuz. O relatório alerta, contudo, para os riscos da missão, já que os soldados americanos ficariam expostos a um risco significativamente maior do que enfrentaram até agora. Será este o motivo pelo qual Donald Trump ainda não aprovou o plano traçado pelo Pentágono. O Presidente norte-americano não quer prolongar a guerra por muito mais tempo, temendo os efeitos do prolongar do conflito nas eleições de novembro e, sobretudo, arrastar a América para uma frente de combate com potencial risco de um número elevado de baixas. Até ao momento, já morreram 13 soldados norte-americanos e cerca de 300 ficaram feridos. Instada a comentar a proposta do Pentágono, a Casa Banca diz que o Departamento de Defesa trabalha para dar ao presidente "máxima opcionalidade", mas que isso "não significa que o presidente tenha tomado uma decisão".
Terá sido este o principal motivo que levou Donald Trump a adiar para 6 de abril a suspensão de ataque a infraestruturas energéticas no Irão, sabendo que dificilmente o inimigo aceitará as condições impostas por Washington para um cessar fogo. O assalto às ilhas iranianas para controlar o estreito de Ormuz, principal objetivo do líder republicano, requer meios os Estados Unidos ainda não dispõem na região em número suficiente.
As intenções norte-americanas não constituem uma surpresa para o Irão, que na última semana tem alertado para as consequência e uma intervenção terrestre dos EUA, mesmo que limitada às ilhas. Teerão ameaça atacar infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização dos seus vizinhos, o que poderia conduzir a uma crise energética sem precedentes a nível global e a uma crise humanitária em todo o Médio Oriente. Consciente de que o confronto final poderá estar próximo, o Irão tem vindo, aparentemente, a gerir o seu arsenal, por forma a conseguir contra-atacar com eficácia, enquanto vai renovando as ameaças, alargando-as, inclusive, a outras áreas. Este domingo, a Guarda Revolucionária do regime dos aiatolas ameaçou atacar as universidades dos EUA na região, depois da aliança EUA-Israel terem destruído duas universidades iranianas. "Se o governo dos EUA quer que suas universidades na região estejam livres de retaliação... deve condenar o atentado às universidades em um comunicado oficial até meio-dia de segunda-feira, 30 de março, horário de Teerã", diz o comunicado publicado pela imprensa iraniana. "Aconselhamos todos os funcionários, professores e estudantes das universidades americanas da região, bem como residentes de suas áreas vizinhas a permanecerem a um quilómetro de distância dos campus universitários.
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