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Donald Trump prepara assalto às ilhas do Irão

EUA querem tomar as ilhas iranianas de Kharg, Larak e Abu Musa para abrir o estreito de Ormuz.

29 de março de 2026 às 02:30

O plano B de Donald Trump está em marcha, para o caso de as negociações de paz com o Irão não chegarem a bom termo. O prazo para haver fumo branco terminava este fim de semana, mas o Presidente dos EUA decidiu na quinta-feira alargá-lo até 6 de abril, prometendo não atacar infraestruturas energéticas até lá. Será também este o tempo necessário para posicionar meios e tropas no terreno com vista a uma intervenção que permita eliminar as instalações energéticas do Irão e, sobretudo, libertar o estreito de Ormuz. A caminho do golfo Pérsico vão milhares de soldados (paraquedistas, fuzileiros, grupos de operações especiais), e um importante reforço de meios de defesa e combate.

Segundo o portal de notícias norte-americano Axios, estão quatro cenários em cima da mesa. A tomada ou bloqueio da ilha de Kharg, o principal centro petrolífero do Irão, responsável pela exportação de 90% do petróleo iraniano; a tomada da ilha de Larak, no estreito de Ormuz, onde Teerão tem montadas bases e radares que monitorizam a passagem dos petroleiros, a par de pequenas embarcações com capacidade para atacar navios; a tomada da ilha de Abu Musa, que permite ao Irão controlar os navios à saída do golfo; ou posicionar tropas e meios que bloqueiem a passagem de petroleiros iranianos e permitam a passagem dos outros. Ou seja, assumir o controlo do estreito de Ormuz, depois de nenhum aliado dos EUA se mostrar disponível para ajudar Trump nessa missão. Em princípio não está prevista nenhuma ação em território continental iraniano, embora não esteja afastada a possibilidade de operação especial com vista à retirada dos mais de 450 quilos de urânio enriquecido a 60% que se julga estarem na posse de Teerão. A diminuição dos ataques iranianos nos últimos dias indicia que o Irão estará a poupar o seu arsenal para contra-atacar, caso os EUA optem por um daqueles cenários, tendo como alvo sobretudo as infraestruturas energéticas dos países do golfo e instalações de dessalinização, o que poderia provocar uma crise energética e humanitária sem precedentes.

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