Presidente dos EUA garante que há muitos anos não se sentia tão bem. Vai ser acompanhado em permanência na Casa Branca.
Donald Trump sai do hospital e regressa à Casa Branca
"Sinto-me melhor do que nos últimos 20 anos”. Foi desta forma que Donald Trump antecipou o que a equipa médica do Hospital Walter Reed, onde esteve internado nos últimos dias, anunciou uma hora mais tarde: o presidente norte-americano, vítima da Covid-19, podia regressar à Casa Branca.
Segundo o corpo clínico que o acompanhou, Donald Trump há 72 horas que deixou de ter febre e outros sintomas que caracterizam a doença. O que não quer dizer que esteja curado. O presidente dos EUA tomou esta segunda-feira mais uma dose de remdesivir, a quarta, e hoje ser-lhe-á administrada uma quinta dose do mesmo medicamento já na Casa Branca, onde será acompanhado em permanência, 24 horas por dia.
O evoluir da situação ditará os próximos passos, nomeadamente no que diz respeito a ações de campanha para as presidenciais de 3 de novembro e o segundo debate com o candidato republicano Joe Biden, marcado para o dia 15 em Miami.
A verdade é que nem todos estão convencidos do ‘milagre’. O seu estado real de saúde continua a gerar dúvidas, já que algumas perguntas permanecem sem resposta. Os níveis inconstantes de oxigénios verificados ao longo do internamento e a decisão de administrar um medicamento esteroide, levaram muitos especialistas em doenças infecciosas a considerar que Trump sofrer de um caso mais grave de Covid-19. Pode indicar, inclusive, que os pulmões de Trump estão comprometidos. O sintoma é observado em muitos doentes com Covid-19 grave.
Alvo de fortes críticas foi a forma como Trump decidiu ‘ensaiar’ a sua saída do hospital, passeando no interior de uma viatura, pelas imediações do centro médico militar, para acenar aos seus apoiantes. “Uma irresponsabilidade espantosa. Uma loucura”, segundo James Phillips, médico assistente do Walter Reed, defendendo que todos nos que se encontravam no veículo com o presidente norte-americano, agentes dos serviços secretos, deveriam estar de quarentena. “Podem ficar doentes. Podem morrer. Trump colocou as suas vidas em risco”, disse. “Aquele SUV presidencial [veículo onde se deslocava] não é apenas à prova de bala, mas hermeticamente fechado contra ataques químicos. O risco de transmissão de Covid no seu interior é enorme”, concretizou.
Medicamentos provam eficácia contra a Covid
A evolução rápida e favorável do quadro clínico de Donald Trump poderá significar que a dexametasona e o remdesivir, medicamentos administrados ao presidente norte-americano durante o internamento, constituem um poderosos aliados no combate à Covid, quando aplicado em certas situações. Esta é, pelo menos, a opinião de vários especialistas, que ficaram perplexos com a recuperação de Trump. Um paciente de risco pela sua idade (74 anos) e peso (110 quilos). n
Porta-voz da Casa Branca é a 13ª pessoa infetada
Kayleigh McEnany, porta-voz da Casa Branca, testou esta segunda-feira positivo para a Covid-19 sem apresentar sintomas da doença. A revelação foi feita pela própria através da rede social Twitter, onde disse que tem “testado negativo consistentemente, incluindo todos os dias desde a última quinta-feira [1 de outubro]”. Este é o décimo terceiro caso positivo, incluindo o casal Trump, no círculo do Presidente.
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