Ataque a base militar síria matou nove civis, quatro deles crianças.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um ataque contra uma base militar utilizada pelas forças do presidente da Siría, Bashar al-Assad, junto à cidade de Homs.
Foram disparados mais de 50 mísseis de dois navios de guerra norte-americanos a partir do Mar Mediterrâneo. A imprensa local confirmou o ataque e a existência de vítimas mortais, bem como de danos materiais. O Observatório Sírio adianta que a base ficou totalmente destruída, depois de ter sido consumido por um incêndio durante mais de uma hora.
O governador da província síria de Homs disse que o ataque dos Estados Unidos contra uma base militar matou pelo menos seis soldados. Em declarações à agência noticiosa Associated Press (AP), Talal Barazi disse também que sete pessoas ficaram feridas. Segundo a imprensa estatal da Síria, nove civis, entre os quais quatro crianças, também terão perdido a vida nas áreas circundantes da base aérea.
Ataque viola a lei internacional
A Rússia acusou hoje os Estados Unidos de violarem a lei internacional ao atacarem a Síria na sequência de presumível ataque com armas químicas que fez mais de 80 mortes.
"Os Estados Unidos atacaram o território soberano da Síria. Qualificamos este ataque de violação flagrante da lei internacional e um ato de agressão", disse o representante de Moscovo na ONU, Vladimir Safronkov, numa reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU sobre o assunto.
Trump assumiu o atentado
Trump lança ataque contra base militar na Síria
Donald Trump já assumiu que o ataque foi uma retaliação dos EUA aos ataques realizados com armas quimícas no território Sirío, na passada terça-feira, que matou mais de 80 civis. O presidente dos EUA acredita que Bashar al-Assad é o grande responsável pelos ataques.
Num breve discurso transmitido pela televisão, Donald Trump acusou "o ditador sírio Bashar al-Assad (de ter) lançado um horrível ataque com armas químicas contra civis inocentes (...) ao utilizar um agente neurotóxico mortal".
Trump afirmou ser "do interesse vital da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e impedir a proliferação e utilização de armas químicas".
O chefe de Estado norte-americano sublinhou que "anos de tentativas de tentar mudar Assad fracassaram e fracassaram dramaticamente".
"Esperamos que enquanto os Estados Unidos forem sinónimo de justiça, a paz e harmonia prevaleçam", acrescentou Donald Trump.
Reino Unido aplaude e apoia ataque norte-americano
Reino Unido aplaude e apoia ataque norte-americano
Estes ataques são "uma resposta apropriada ao ataque bárbaro com armas químicas realizado pelo regime sírio", afirmou o porta-voz do Governo de Theresa May.
Também os governos de Israel, Arábia Saudita e Austrália aplaudiram o ataque dos Estados Unidos a uma base militar na Síria.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, merece o seu "total apoio", já que envia uma "mensagem forte", que deve também ser entendida pelo Irão e pela Coreia do Norte.
"Israel apoia totalmente a decisão do Presidente Trump e espera que esta mensagem de determinação face aos atos ignóbeis do regime de Bashar al-Assad seja entendida não apenas por Damasco, mas também por Teerão, Pyongyang e outros", indicou.
Também a Arábia Saudita saudou a "corajosa decisão" de Trump, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal, em que culpa o Governo de Assad pelo ataque químico contra civis.
O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita afirmou que os mísseis lançados pelos Estados Unidos foram a resposta adequada aos "crimes deste regime contra o seu povo, à luz do falhanço da comunidade internacional em travá-los".
A Arábia Saudita, liderada por sunitas, é uma opositora de longa data de Assad e tem apoiado os rebeldes que lutam contra o regime sírio. Riade vê o conflito sírio como uma guerra indireta com o Irão (xiita).
O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, manifestou também o "forte apoio do Governo australiano à resposta rápida e justa dos Estados Unidos".
"Foi uma resposta calibrada, proporcional e com um alvo. Envia uma forte mensagem ao regime de Assad, e (...) atinge a própria base aérea de onde o ataque químico foi realizado", afirmou Turnbull aos jornalistas em Sydney.
O primeiro-ministro australiano sublinhou que "os Estados Unidos deixaram claro que não estão a tentar derrubar o regime de Assad".
Oposição síria saúda ataque norte-americanoA oposição síria congratulou-se com o ataque norte-americano contra um base militar e pediu a continuação dos bombardeamentos até à "neutralização da capacidade" do regime de lançar ataques, disse um porta-voz.
"A coligação da oposição saúda o ataque e pede a Washington que neutralize a capacidade do Presidente sírio de realizar bombardeamentos", indicou à agência noticiosa France Presse (AFP) Ahmad Ramadan.
"Esperamos que os ataques continuem", acrescentou. Ramadan afirmou que "o aeroporto visado pelo ataque norte-americano era utilizado para matar sírios e está na origem da morte de milhares devido aos bombardeamento.
Kremlin condena bombardeamento e suspende acordo com EUA
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Moscovo realça que a decisão do presidente dos EUA pode ser um forte obstáculo na relação futura dos dois países enquanto aliados internacionais no combate ao Daesh.
O comunicado deixa bem claro que Vladimir Putin "vê nos ataques uma intenção por parte dos Estados Unidos de desviar a atenção da comunidade internacional das múltiplas vítimas entre a população civil no Iraque", onde as tropas norte-americanas lideram uma operação militar contra o Daesh, acrescentou o porta-voz.
Também o Irão condenou "vigorosamente" os bombardeamentos norte-americanos, de madrugada, contra a base aérea síria de Al-Chaayrate, disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão, Baharam Ghassem.
"Nós condenamos qualquer ação unilateral e o ataque contra a base aérea de Al-Chaayrate sob o pretexto de um suposto ataque químico, terça-feira, em Khan Cheikhoun", disse o porta-voz citado pela agência Fars.
A Rússia vai ainda suspender o acordo com os Estados Unidos para prevenir incidentes aéreos sobre a Síria. O anúncio foi feito pelo ministro russo dos Negócios Estrangeiros, citado pela Associated Press.
Ao abrigo do acordo, assinado depois de a Rússia ter lançado uma campanha aérea na Síria em setembro de 2015, os dois países trocaram informações sobre os seus voos para evitar incidentes no espaço aéreo da síria, com intenso tráfego aéreo.
A Rússia tem dezenas de aviões de guerra e baterias antiaéreas na sua base na Síria.
China apela à calma e ao diálogo A China pede para que seja evitada uma "nova deterioração da situação" na Síria, disse hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês referindo-se ao ataque norte-americano contra uma base aérea síria.
Por outro lado, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que a República Popular da China opõe-se ao uso de armas químicas.
"Nós opomo-nos ao uso de armas químicas, por qualquer país, organização, ou indivíduo, seja qual forem as circunstâncias e objetivos", acrescentou Hua Chunying.
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