page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trump pronto para restabelecer sanções ao petróleo russo

Donald Trump anunciou também que se reuniu com Volodymyr Zelensky e que planeava voltar a encontrar-se com o homólogo ucraniano durante a reunião.

16 de junho de 2026 às 19:48

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou esta terça-feira que está preparado para restabelecer as sanções às exportações de petróleo russo, no seguimento do acordo de paz preliminar com o Irão e a queda prevista dos preços de crude.

Após reunir-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a cimeira do G7 em França, Donald Trump indicou que as sanções poderão ser reintroduzidas "em breve", embora sem detalhes nem prazo.

"Poderemos fazê-lo porque o petróleo está a fluir agora", justificou o líder da Casa Branca, um dia depois do anúncio de um acordo preliminar com o Irão para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, que fez disparar os preços dos produtos petrolíferos.

O acordo preliminar prevê o reatamento do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundiais antes de ser colocado sob ameaça militar de Teerão, bem como o levantamento do bloqueio marítimo dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Procurando conter a escalada de preços, Washington levantou temporariamente as sanções ao comércio de petróleo russo, dentro das restrições impostas a Moscovo devido à invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Donald Trump, que participa até quarta-feira na cimeira das sete democracias mais ricas do mundo em Evian, França, anunciou também que se reuniu com Volodymyr Zelensky e que planeava voltar a encontrar-se com o homólogo ucraniano durante a reunião.

"A Rússia deveria chegar a um acordo. A Rússia perdeu um número fenomenal de pessoas, assim como a Ucrânia", declarou o Presidente dos Estados Unidos, à margem da cimeira e após uma reunião bilateral com o emir do Qatar.

Desde o regresso de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, Washington tem promovido conversações de paz entre Moscovo e Kiev, mas sem resultados.

O líder norte-americano reconheceu que as atenções têm restado "focadas no Irão", mas indicou que pretende agora abordar a questão da Ucrânia, não por razões financeiras, mas devido ao custo humano.

"A única razão pela qual me estou a envolver é que não gosto de ver 25 mil jovens [russos] a morrer todos os meses", observou, referindo-se aos soldados que "estão a começar a viver, vão para a frente de batalha e são despedaçados", ao mesmo tempo que "a Ucrânia também está a perder muita gente" no conflito.

"Admitam que tudo isto é ridículo. Por isso, sim, vou fazer tudo o que puder", afirmou, acrescentando que os Estados Unidos estão a uma distância segura desta guerra, tanto a nível estratégico como geográfico.

"Não nos afeta em nada, exceto o facto de vendermos armas. Estamos a milhares de quilómetros de distância", declarou.

Os líderes dos países do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) realizaram na manhã desta terça-feira uma sessão de trabalho dedicada à guerra na Ucrânia, na presença de Volodymyr Zelensky, que chegou a Evian na segunda-feira.

Durante a cimeira, sinalizaram a intenção de intensificar a pressão sobre a Rússia através de sanções para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido à Ucrânia para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia.

O chefe do Governo canadiano fez o mesmo, com sanções dirigidas à frota de petroleiros clandestinos da Rússia, às suas receitas energéticas, à sua indústria de defesa e aos agentes de desinformação.

As negociações de paz entre Rússia e Ucrânia estão paralisadas há mais de três meses, desde o início do conflito no Médio Oriente.

As partes estão afastadas pelas questões essenciais relacionada com o futuro das regiões ocupadas pela Rússia na Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8