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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Trump regressa da China com promessas na bagagem

Pequim comprometeu-se a comprar petróleo, aviões da Boeing e soja dos EUA. Líderes discutiram a guerra no Irão e o bloqueio de Ormuz.

16 de maio de 2026 às 01:30

No regresso à Casa Branca, após dois dias de visita a Pequim, Donald Trump leva na bagagem promessas de compra de 200 aviões comerciais Boeing (previa-se que fossem 500), de petróleo e de soja. “Vamos começar a enviar navios chineses para o Texas, Louisiana e Alasca... isso é muito importante”, disse o Presidente norte-americano.

Mas Trump leva também um sério aviso de Xi Jinping: Taiwan é território chinês e a visão diferente dos EUA pode levar a um conflito.

Ainda assim, o republicano insiste que as relações entre as duas maiores potências mundiais “são boas e estão a melhorar”, apesar de divergências profundas.

Já sobre a questão iraniana, ambos os países estão de acordo que é necessário abrir o estreito de Ormuz, embora o Presidente chinês não tenha revelado grande interesse em se envolver no conflito. Ainda assim, Trump garantiu à Fox News que Xi está disposto a ajudar, mas não disse como, nem adiantou quais os próximos passos dos EUA no golfo Pérsico.

O facto de o ministro da Defesa israelita vir dizer, esta sexta-feira, que a guerra contra o Irão é para continuar, porque há objetivos que não foram alcançados, deixa entender que o conflito não será resolvido no curto prazo e, por arrastamento, a questão do estreito de Ormuz.

Ainda assim, vários petroleiros chineses terão tido autorização para atravessar o estreito, desde quarta-feira, dia em que Trump chegou a Pequim. A China é o principal importador de petróleo iraniano.

O reencontro de Trump com Xi, que permitiu “acordos comerciais fantásticos” nas palavras do Presidente norte-americano, ficou ainda marcado por uma dúvida de Xi, quando se referiu aos Estados Unidos como “talvez uma nação em declínio”. Donald Trump, sempre muito ativo na sua rede social, veio de pronto esclarecer que o Presidente chinês se estava a referir ao seu antecessor, Joe Biden. “O Presidente Xi, de forma muito elegante, referiu-se aos EUA como talvez sendo uma nação em declínio. Ele estava a falar dos danos sofridos durante os quatro anos do Governo Biden, e, nesse ponto, ele estava 100% correto”, escreveu na Truth Social, acrescentando que os EUA estão numa fase de “ascensão incrível”, desse que o seu Governo tomou posse, há 16 meses.

Se Trump tem razão, só Xi Jinping poderá esclarecer. Até lá fica a dúvida.

Objetos chineses no avião

Nenhum objeto chinês entrou no avião presidencial norte-americano. A delegação dos EUA deitou fora crachás e pins que lhes foram dados por chineses antes de embarcar. Também telemóveis usados pelo ‘staff’ durante a cimeira foram para o lixo, por questões de segurança.

Trump falou sobre Taiwan

A bordo do Air Force One, Trump sublinhou que falou “muito sobre Taiwan” com Xi Jinping. Disse que o líder chinês lhe perguntou diretamente se os EUA defenderiam Taiwan se a China atacasse a ilha e que recusou responder. “Só há uma pessoa que sabe isso e sou eu. Sou a única pessoa”, disse.

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