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Correio da Manhã

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TUFÃO ARRASA COREIA

O poderoso Tufão Rusa deixou um dramático rasto de destruição na Coreia do Sul, fustigando o território desde sábado com ventos de velocidade superior a 200 km/h e chuvas diluvianas, que terão provocado mais de uma centena de mortos e desaparecidos e obrigaram à evacuação de mais de 5 mil casas.
2 de Setembro de 2002 às 10:38
As operações de socorro intensificaram-se hoje, depois de o tufão ter abandonado o território e a devastação com que as equipas de emergência se deparam é enorme. Estradas e caminhos de ferro submersos, casas destruídas, algumas inclinadas em ângulos impossíveis, e vastas áreas completamente alagadas, da cor acastanhada com que a lama tingiu a água.

Esta madrugada (princípio da tarde na Coreia), haviam já 88 mortos confirmados e 70 pessoas estavama dadas como desaparecidas. As autoridades apontam para um balanço final de centena e meia de mortos, mas não excluem a ideia de esse número ser ainda maior. A Coreia do Norte já admitiu que o tufão também matou muita gente naquele território, mas não divulgou números.

O Rusa é o pior tufão a atingir a Coreia do Sul nos últimos 40 anos. A tempestade entrou no território pela costa Sul e varreu tudo à sua passagem, deslocando-se para norte e começando hoje a perder força. Para trás fica um fim-de-semana dramático, com o país à mercê da intempérie, cujos efeitos sobre as colheitas terão um reflexo económico negativo mais tarde.

EPIDEMIA DE CONJUNTIVITE

Como se não bastasse o castigo da tempestade, a Coreia do Sul está também afectada por uma epidemia de conjuntivite, que este fim-de-semana foi também declarada na capital, Seul, obrigando ao encerramento temporário de centenas de escolas.

Durante a semana que agora acaba haviam já sido encerradas escolas nas principais cidades sul-coreanas. De acordo com alguns números divulgados, a epidemia de conjuntivite – conhecida na Ásia como Doença Apollo dos Olhos – afectou metade dos 418 alunos de um liceu em Gwangju e um quarto dos 500 alunos de uma escola primária em Daejeon. No sábado foram detectados casos em 50 alunos de duas escolas em Seul.

O combate à epidemia faz-se evitando o contacto com as crianças infectadas, pelo que obriga ao encerramento das escolas, que, de qualquer forma, não poderiam estar abertas depois da tormenta a que o país foi submetido pelo Tufão Rusa.
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