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Um telemóvel é roubado a cada 33 segundos no Brasil

Pelo seu elevado valor e facilidade de venda após o furto ou roubo, os telemóveis passaram a ser o principal alvo de criminosos.

18 de julho de 2024 às 18:24

Um telemóvel é furtado ou roubado (neste último caso quando há violência ou grave ameaça) no Brasil a cada 33 segundos. O impressionante número foi divulgado esta quinta-feira, 18 de Julho, no 18. Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com os dados levantados através dos registos nas esquadras de todo o país, em 2023, ano a que se referem os números consolidados revelados esta quinta-feira, foram 107 celulares furtados ou roubados a cada hora ao longo de todo o ano passado. Isso quer dizer que, ao todo, foram registadas queixas do furto ou do roubo de quase um milhão desses cobiçados aparelhos, mais precisamente 937.294 telemóveis, que em vários casos custaram a vida dos seus proprietários ao demorarem ou recusarem entregá-los aos criminosos.

Pelo seu elevado valor e facilidade de venda após o furto ou roubo, os telemóveis passaram a ser o principal alvo de criminosos que agem nas ruas do Brasil, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador. Em São Paulo, a cidade campeã desses crimes, há gangs especializados em furtos e roubos de telemóveis, que agem à luz do dia principalmente no centro antigo da capital paulista e na região da Avenida Paulista, centro financeiro da maior metrópole do Brasil, e onde os transeuntes costumam ter com eles aparelhos mais sofisticados e, por isso, mais caros e cobiçados.

Já ficaram tristemente famosos os chamados "gangs da bicicleta", formados por jovens, alguns ainda adolescentes, que ficam nas principais ruas e avenidas montados em bicicletas e que quando percebem uma pessoa distraída ao telemóvel na beira do passeio aceleram a bicicleta, arrancam o aparelho das mãos da vítima e fogem em velocidade no meio dos carros. Outro tipo comum de assalto acontece quando motoristas aproveitam para dar uma olhadinha no telemóvel quando são obrigados a parar num semáforo fechado, altura em que criminosos surgem de repente nem se percebe de onde, partem o vidro do carro com o cotovelo ou uma pedra e no mesmo movimento já se penduram para dentro do veículo e levam o aparelho.

Ainda na capital paulista, há até uma rua, a Rua Guaianazes, no centro antigo, conhecida como a rua dos telemóveis roubados, pois é para lá que elevada grande parte desses equipamentos, furtados ou roubados em muitos casos por toxicodependentes e vendidos a receptadores brasileiros ou africanos, entre outros, que em seguida os enviam para serem vendidos em países da África por valores absurdos. O elevado número desses furtos ou roubos, e os oficialmente denunciados à polícia são bem inferiores à realidade pois muitos cidadãos nem dão queixa por não acreditarem que recuperarão os equipamentos, já fez desenvolver-se até o hábito de pessoas levarem consigo, além do que realmente usam, também o chamado "telemóvel do ladrão", um segundo aparelho, mais antigo ou mais barato, que entregam ao criminoso em caso de assalto enquanto permanecem com o telemóvel onde efetivamente têm todos os seus dados, nomeadamente os bancários. 

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