Polícia italiana neutraliza radicais islâmicos.
A polícia italiana desmantelou esta sexta-feira na Sardenha uma rede de radicais islâmicos com laços à al-Qaeda que terá planeado atacar o Vaticano em 2010. Após seis anos de investigação a vários imigrantes ilegais, a polícia da ilha do Sul de Itália ordenou a detenção de 18 pessoas. Nove estão já sob custódia policial e as restantes são procuradas por todo o território italiano.
Segundo o procurador-geral de Cagliari, na Sardenha, Mauro Mura, a rede é suspeita de estar ligada ao atentado de 2009 em Peshawar, que fez cem mortos e 200 feridos no Paquistão, e também de planear um ataque contra a Santa Sé no ano seguinte, quando foi detetado em Itália um bombista paquistanês. Esta suspeita assenta em escutas nas quais os jihadistas se referiam ao papa "de forma irónica", dizem os procuradores, que acusam as 18 pessoas de pertencerem a "organizações radicais de luta armada contra o Ocidente".
Nesta operação, foram ainda detidos os dois cabecilhas da rede, que operava a partir da Sardenha. São eles Khan Sultan Wali, comerciante e líder islâmico de Olbia, na Sardenha, e um imã, missionário em Brescia e Bergamo, no Norte de Itália. Segundo a polícia italiana, a rede esteve ligada ao tráfico de cidadãos paquistaneses e do Afeganistão para a Europa, atribuindo vistos temporários e apoiando falsos candidatos ao estatuto de refugiado.
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